Conexões mostram perfil das vítimas

Gráfico revela relações de amizade, trabalho e estudo entre os jovens

DENIZE GUEDES, JULIANA DEODORO / REPORTAGEM, ANA MOTA / INFOGRAFIA, CAROL ROZENDO / WEBDESIGN, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2013 | 02h02

À primeira vista, a imagem ao lado pode parecer uma mandala. Mas é mais do que isso. É um gráfico de conexões que representa, por meio dos fios ao redor do círculo, a rede de relações entre as 236 vítimas da tragédia de Santa Maria. Relações de parentesco, namoro, amizade, estudo, trabalho e até mesmo de time do coração, que acabaram desfeitas no incêndio de domingo passado.

Marcelo de Freitas Salla Filho, por exemplo, era irmão de Pedro, que era estudante de Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mesmo curso escolhido pela colega Paula Batistella Gatto, prima de Luísa Batistella Puttow, que era natural de Tapera, município ao norte de Santa Maria, cidade natal também de Alex Giacomolli, torcedor do Internacional e aluno de Agronomia, assim como Luiz Fernando Riva Donate, namorado de Flavia de Carli Magalhães, estudante de Administração na UFSM, só que no câmpus de Palmeira das Missões, no topo do Rio Grande do Sul, para onde Luiz Fernando ia nos fins de semana em que Flavia não descia para visitá-lo em Santa Maria.

E assim essa rede pode seguir sendo arranjada - e rearranjada diversas vezes - na tentativa de conhecer um pouco quem eram, o que faziam, do que gostavam e o que queriam as pessoas que perderam a vida em uma noite que era para ser apenas mais uma de diversão em uma cidade universitária.

No portal estadão.com.br e na versão do Estado para iPad, é possível navegar por essas conexões, estabelecendo novas ligações a partir de pontos diferentes do círculo, além de conhecer o perfil da maioria das vítimas.

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