Conectividade e ímpeto adolescente

Os "rolezinhos" reúnem elementos de diversas naturezas, em suas causas e consequências, desafiando aqueles que buscam compreendê-los. Independentemente das motivações, não se pode negar que são fruto da hiperconectividade à internet e às redes sociais. A complexidade que nasce das diversas interações faz com que o fenômeno seja imprevisível. Existe aí também um colorido social, uma vez que as ações são altamente simbólicas quando jovens da periferia organizam-se para ocupar em massa os espaços de consumo que são os shoppings.

ANÁLISE: Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria (IPQ-HC) e blogueiro do Estadao.com, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2014 | 02h01

O problema é que quando a massa se reúne as coisas tendem a sair do controle. E nada disso aconteceria sem o ímpeto adolescente. Com aquela capacidade de indignação de quem acabou de desenvolver um senso de justiça abstrato misturado à impulsividade de quem ainda não amadureceu, adolescentes e jovens dominam a cena em todos os "rolezinhos".

Redes sociais, juventude, exclusão, psicologia das massas, comportamentos emergentes - o menu de análises possíveis é amplo. O ideal seria estabelecer um diálogo entre visões diferentes na tentativa de entender o que são de fato os "rolezinhos".

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