Condições sub-humanas

Todos os dias os passageiros da Linha 9 - Esmeralda da CPTM têm de viajar num total desconforto. Levando em consideração o número de pessoas que precisam chegar aos seus destinos entre 7 e 9 horas, os vagões tornam-se pequenos para tamanha demanda. É preciso ter mais organização. Nos horários de pico, deveriam usar trens mais longos ou a maior parte da frota. Também deveria haver um sistema de viagens curtas, onde trens partiriam das estações mais movimentadas, por exemplo, da Estação Santo Amaro a Pinheiros. As condições são sub-humanas e os passageiros chegam ao trabalho já exaustos, irritados e com a roupa amassada.

, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2010 | 00h00

JULIANA RIBEIRO / SÃO PAULO

A CPTM esclarece que a Linha 9-Esmeralda apresenta um crescente aumento na média de passageiros transportados por dia útil. Diz que em 2006, eram 109,9 mil e, em 2010, a média é de 274 mil por dia útil. Responde que, para atender à demanda, estratégias operacionais e de embarque já têm sido colocadas em prática: nos horários de pico, foi adotado um esquema de circulação especial, com trens que partem da Estação Socorro e circulam até Pinheiros, retornando para atender à demanda também no sentido contrário. Responde que, com isso, foi possível reduzir o intervalo dos trens no trecho entre as duas estações, que corresponde ao mais carregado da Linha 9. Acrescenta que foi criada a Operação Plataforma para organizar o embarque e orientar os usuários, em que os empregados auxiliam no fechamento das portas nos horários de maior movimento. Como parte do Plano de Expansão do Transporte Metropolitano, informa que a Linha 9 terá mais 8 trens novos, além dos 12 já recebidos em 2008, que reduzirão ainda mais o intervalo entre os trens.

SERVIÇO BANCÁRIO

Cliente insatisfeito

Sou correntista do Banco Nossa Caixa (BNC), em Iguape, há 10 anos e sempre fui bem atendido. Mas a qualidade piorou após a integração com o Banco do Brasil (BB). As filas aumentaram e os serviços básicos, como manter um grampeador para os clientes usarem, foram retirados. Até envelopes para depósitos estão faltando. Em contrapartida, as tarifas e as taxas aumentaram. Os juros do cheque especial, por exemplo, aumentaram de 7,29% para 7,44%. No início de junho, registrei uma queixa no SAC, mas não responderam até o dia 4/6, conforme prometido. Em 7/6, entrei em contato com a Ouvidoria e me disseram que o gerente da agência havia respondido, negando todos os problemas, e que prestou esclarecimentos em 7/6 - o que também não é verdade. O pior é que, como sou funcionário público estadual, sou obrigado a manter conta nesse banco para receber meu salário.

MARCELO ROCHA ALVES / IGUAPE

O BB diz que os funcionários da agência não conseguiram entrar em contato com o cliente. Nos dias de maior movimento o banco deixa disponível mais funcionários para prestar atendimento e reduzir o tempo de espera. Na transição para o BB, esclarece, os clientes do BNC tiveram os serviços e o valor de tarifa mensal mantidos e, para o servidor público estadual, a tarifa mensal passou de R$ 22 para R$ 17,60. A alteração da taxa do cheque especial ocorreu para acompanhar a nova taxa de juros da Selic. Acrescenta que a integração com o BNC é feita para causar o menor impacto possível aos clientes. Diz ainda que para os clientes BNC houve redução na taxa de juros na maior parte das linhas de crédito disponíveis, a ampliação da oferta de produtos e serviços, aumento da rede de atendimento, dentre outros benefícios.

SANEAMENTO BÁSICO

Esgoto a céu aberto

Em janeiro de 2008, pedimos à Prefeitura de Itapevi a canalização de um esgoto que escorre pela Rua Francisco Rodrigues Paes, no bairro de Amador Bueno, e segue pela Rua São Paulo percorrendo 500 metros até uma boca de lobo. A Prefeitura respondeu que a questão era com a Sabesp, que vistoriou o local e nada fez. A empresa apenas desviou o itinerário do esgoto para outra rua, em vez de canalizá-lo à rede coletora. Enfim, o problema continua.

ALBERTO NUNES / ITAPEVI

O Superintendente da Unidade de Negócios Oeste da Sabesp, Milton de Oliveira, informa que o local foi vistoriado em 7/6 e foi constatado que o lançamento indevido de esgoto é feito por alguns imóveis que ficam abaixo do nível da rua e que não estão conectados à rede coletora. Esclarece que, para atendê-los, é necessário que os clientes providenciem um sistema que permita bombear o esgoto das suas casas até o nível da rede da Sabesp. Explica que essas medidas são de responsabilidade do cliente. Diz ainda que foram feitos estudos no local e se verificou que o atendimento pelos fundos dos imóveis também não é viável por existir uma área particular. Acrescenta que o desvio do esgoto clandestino não foi executado pela Sabesp.

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