Condepe quer apuração de morte em quartel em Osasco

Cabo de 21 anos foi encontrado morto na tarde do dia 18; versão é que jovem cometeu suicídio

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

20 de junho de 2008 | 02h59

O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) vai solicitar nesta sexta-feira que o Ministério Público Federal (MPF) apure as circunstâncias da morte do cabo do exército Emerson Rosa Bonfim, 21 anos, encontrado morto na tarde do último dia 18 no quartel do Exército em Osasco, na Grande São Paulo. A versão recebida pelos familiares por parte das Forças Armadas é de que o cabo teria cometido suicídio. O Exército só comunicou a família às 22 horas daquele dia. Antes de sua morte, o cabo tinha adquirido 8 dias de folga. No entanto, após ir para casa usufruir da folga concedida pelo Exército, seus superiores começaram a ligar em sua residência nos dias subseqüentes, mas ele não os atendeu. Só voltou a ter contato com seus superiores no dia 18 de junho, antes de sua morte. Logo pela manhã, quando chegou ao quartel, conversou com seus superiores, almoçou com os colegas e logo depois apareceu morto no banheiro do quartel. O exército alega que ele teria cometido o suicídio com um disparo de arma de fogo na cabeça. Segundo o perito criminal João Marcos, o Instituto de Criminalística "não foi chamado para fazer perícia no local dos fatos" e o exame residuográfico foi realizado na noite de quarta-feira, num hospital de Osasco. Segundo os familiares, o cabo Emerson estava muito bem quando saiu de sua casa, onde mora com a mãe e o irmão, para ir ao quartel e nunca sofreu de depressão. Há 3 anos ele estava no serviço militar, carreira que escolheu por sua livre e espontânea vontade. Seu irmão mais novo é recruta do Exército. Familiares e colegas estranham e suspeitam de sua morte repentina. O velório ocorrerá nesta sexta-feira às 9 horas e o enterro às 11 horas, no Cemitério Memorial Parque Paulista, no Jd. Das Oliveiras, em Embu, na Grande São Paulo.

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