Condenados primeiros denunciados por pedofilia em Catanduva

Antonio Barra Nova de Mello, de 46 anos, foi condenado a 11 anos, reconhecido como agressor de 10 crianças

Chico Siqueira, especial para O Estado,

15 Maio 2009 | 18h41

A Justiça Estadual condenou os primeiros envolvidos nas denúncias de pedofilia contra dezenas de crianças dos bairros Jardim Alpino e Cidade Jardim, na periferia de Catanduva, a 385 km de São Paulo. O borracheiro Antonio Barra Nova de Mello, de 46 anos, foi condenado a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão, sem direito de recorrer em liberdade. Em audiência de oito horas, que terminou na noite de quinta-feira, 14, ele foi reconhecido como agressor por 10 crianças e admitiu parcialmente a culpa. Seu sobrinho, William de Melo Souza, de 19 anos, também acusado de participar das sessões de abuso, foi condenado a pena de sete anos e meio de prisão, mas foi reconhecido como agressor de apenas uma criança.

 

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As sentenças, dadas pelo juiz Celso Maziteli Neto, da 1ª Vara Criminal, fazem parte do primeiro de três inquéritos que apuram as denúncias de pedofilia em Catanduva. Souza e Melo, que estão presos, são arrolados nos três inquéritos, por isso, deverão ter as penas aumentadas em outros julgamentos. Embora Souza tenha recebido a sentença de recorrer em liberdade, ele continuará atrás das grades uma vez que foi preso preventivamente em outro inquérito. Já o borracheiro não poderá recorrer em liberdade.

 

Devido às falhas de investigação policial constatadas pela CPI da Pedofilia e pela Corregedoria da Polícia Civil, o primeiro inquérito não arrolou os acusados da chamada 'banda rica' da rede de pedofilia acusada de abusar sexualmente de mais de 60 crianças dos dois bairros. Até o momento, estão livres de condenação um médico, um comerciante, um empresário e um almoxarife. Além deles, dois adolescentes, detidos na Fundação Casa, também são acusados. As investigações apuram agora as ligações obtidas com a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos e esperam o resultado dos exames de perícia feitos em computadores apreendidos na casa de acusados e numa lan house da cidade.

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