Condenados mais 3 PMs por execução de juíza

Três policiais militares acusados de matar a juíza Patrícia Acioli em Niterói, Região Metropolitana do Rio, em 11 de agosto de 2011, foram condenados ontem à noite, durante julgamento no 3.º Tribunal do Júri da cidade.

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2013 | 02h02

O cabo Jefferson de Araújo Miranda foi punido com 26 anos de prisão por formação de quadrilha e homicídio triplamente qualificado. O cabo Jovanis Falcão foi punido pelos mesmos crimes a 25 anos e seis meses de prisão. O soldado Júnior Cezar de Medeiros foi condenado a 22 anos e seis meses por formação de quadrilha e homicídio duplamente qualificado. Os três réus negaram as acusações. Cabe recurso.

Agora são quatro os PMs condenados pela morte da juíza. Em 5 de dezembro passado, o cabo Sérgio Costa Júnior foi condenado a 21 anos de prisão por formação de quadrilha e homicídio qualificado (por motivo torpe, mediante emboscada e para assegurar impunidade de outro crime). Sete policiais ainda aguardam julgamento. Segundo o Ministério Público, o júri só deve ocorrer em 2014.

Na sentença de ontem, o juiz Peterson Simão citou a dor da família. "Uma mãe que sepulta a filha sepulta também parte de si mesma, e os filhos que sepultam uma mãe carregam consigo uma profunda tristeza." A mãe de Patrícia, Marly, se emocionou. "Fizeram justiça para a minha filha. Não é maravilhoso?", comemorou. Simone Acioli, irmã da juíza, foi mais contida. "Ficamos satisfeitas, mas a Justiça e a sociedade não podem esquecer que ainda faltam sete réus. Esperamos que todos sejam condenados, inclusive o tenente-coronel Cláudio Oliveira", disse, referindo-se ao acusado de ser o mandante.

O julgamento durou dois dias. O momento de maior comoção ocorreu ontem, quando o assistente de acusação, Técio Lins e Silva, chamou a filha da juíza, A.C., de 15 anos, e apresentou-a aos jurados, dizendo: "Ela quer ser juíza como a mãe."

Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros quando chegava em casa, em Niterói. Algumas horas antes ela havia expedido três mandados de prisão contra PMs réus em um processo sobre a morte de um morador de São Gonçalo.

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