Concorda com as restrições ao aeroporto?

Em pauta

, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2010 | 00h00

Fernando Capez*

Sim Quem deve decidir o destino do aeroporto é a população de São Paulo e a administração da cidade. Elas devem decidir as áreas em que haverá operações de risco, como pouso de aeronaves em uma colina cercada de prédios de todos os lados. Enquanto isso, Congonhas não deve operar em dia de chuva. As operações devem ser paralisadas em dia de chuva para a Infraero medir a água na pista a fim de evitar aquaplanagem. Também se deve limitar o tamanho e o peso das aeronaves. Hoje os voos vêm com toneladas de combustível. Como não existe padronização na alíquota do ICMS de querosene para aviação no território nacional, as empresas abastecem nos Estados com menor alíquota do imposto e chegam com o tanque carregado em Congonhas. Em suma, em hipótese alguma se deve operar aviões no aeroporto com mais de 100, 120 passageiros e peso superior a 40 toneladas, incluindo o combustível.

DEPUTADO ESTADUAL PELO PSDB E PRESIDENTE DA CPI DO TRANSPORTE AÉREO DE SÃO PAULO

Ronaldo Jenkins de Lemos*

Não São Paulo está perdendo capacidade de transporte aéreo. O Aeroporto de Guarulhos está saturado e Viracopos não tem condições de receber mais tráfego. O que vai acontecer se houver restrições em Congonhas? Esse quadro vai piorar e empresas começarão a deixar a cidade. Os voos já operam com ocupação de 70%. Se a capacidade de Congonhas for limitada, esse porcentual tende a atingir 80%. Isso quer dizer que as pessoas vão querer voar, mas não conseguirão. Quem perde é o passageiro. Para atender a uma meia dúzia de incomodados, vai se prejudicar a economia da cidade. Há dezenas de aeroportos que funcionam em áreas urbanizadas. Não há justificativa técnica para se reduzir o tamanho dos aviões. A destruição provocada por um acidente com um avião de 100 lugares e outro com 160 é praticamente a mesma. Não há insegurança em Congonhas. O que há lá, como em qualquer aeroporto, é o risco da atividade aérea.

DIRETOR DE SEGURANÇA DE VOO DO SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS AEROVIÁRIAS (SNEA)

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