Concorda com as remoções no centro?

Em pauta

, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2010 | 00h00

Renato Mateus Ordine *

Sim Não há dúvidas de que precisamos de um ordenamento do espaço público no centro histórico. O que foi criado pelo atual governo municipal não é uma política de higienização, como dizem. A intenção não é expulsar as garotas de programa e os menores viciados, e sim promover a reinclusão dessas pessoas na sociedade.

A Prefeitura trabalha com entidades para oferecer uma nova possibilidade de vida para essas pessoas. O povo de rua precisa ter a autoestima resgatada. Não podemos assistir passivos à degradação do ser humano. Com esse trabalho social, volta a sensação de segurança que as pessoas e os comerciantes querem para voltar ao centro. Quando o agente público dificulta o uso de drogas e a prostituição, é uma atitude que ajuda a devolver essa sensação.

É VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO

Ariel de Castro Neves*

Não Tratar as questões sociais como caso de polícia faz parte da história brasileira desde o Império. Em tempos de "democracia", contrariando a Constituição e a Lei Orgânica da Assistência Social, essa chaga brasileira está se perpetuando. Rampas "antimendigo", agressões e humilhações são parte do cotidiano dos moradores de rua, profissionais do sexo, crianças e adolescentes abandonadas e vendedores ambulantes da principal cidade do País. A capital construiu sua importância política e riqueza com o trabalho dos migrantes e imigrantes. A cidade que deveria ser símbolo do respeito à diversidade e à tolerância tem sido marcada por limpeza social. Até quando as questões sociais serão tratadas como caso de polícia?

É PROFESSOR DE DIREITO DA FACULDADE PAULISTA DE SERVIÇO SOCIAL E MEMBRO DO CONSELHO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS

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