Concessionária diz que não houve tempo para chamar a PM

A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, informou que cabe ao Batalhão de Policiamento em Vias Especiais da PM fiscalizar o tráfego de caminhões em horário proibido. Para isso, o batalhão precisa ser acionado pela concessionária. Isso não ocorreu, segundo a Lamsa, por falta de tempo hábil, uma vez que o caminhão percorreu 3 km em dois minutos.

Marcelo Gomes, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2014 | 02h08

Em nota, a Arco da Aliança, dona do caminhão, não comentou o fato de o caminhão estar na área em horário proibido, mas lamentou o acidente e prometeu prestar assistência aos familiares das vítimas e ao seu funcionário. Já a Prefeitura do Rio disse que a empresa não presta qualquer serviço à administração, apesar de ter o adesivo "a serviço da Prefeitura". "A empresa é credenciada para recolher caçambas de entulho", disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

O contrato de concessão da Linha Amarela vencia em 2022, mas foi prorrogado há quatro anos, para até 2037. Em contrapartida, a concessionária deve investir R$ 251 milhões. A vereadora oposicionista Teresa Bergher (PSDB) vai encaminhar um pedido de informações sobre a concessão. "Esse contrato é uma caixa-preta." Procurada, a Casa Civil não se manifestou. À GloboNews, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que não há irregularidade na prorrogação da concessão. "Não é possível que tudo se transforme num grande escândalo."

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