Concessão de aeroportos causará perda de receita, diz Infraero

Obras no Galeão e em Viracopos interromperia obras de reforma dos terminais, segundo Sérgio Gaudenzi

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2008 | 19h23

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, reconheceu na tarde desta quinta-feira, 4, que a concessão à iniciativa privada dos aeroportos do Galeão, no Rio, e Viracopos, em Campinas (SP), será uma "perda de receita muito grande" para a empresa. Gaudenzi disse que os dois aeroportos são hoje superavitários. Ele evitou comentar de quanto poderia ser a perda de receita dos dois aeroportos.   Veja também: Infraero reconhece superfaturamento maior em Cumbica Lula confirma concessão do Galeão e Viracopos, diz Cabral Ipea diz que Olimpíadas geram desenvolvimento no país-sede   Em uma rápida entrevista ao sair do prédio do Ministério da Defesa, Sérgio Gaudenzi alegou que não tinha ainda conhecimento da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de estudar a concessão dos dois aeroportos à iniciativa privada. Segundo ele, a Infraero não vai brigar para manter a posse dos aeroportos uma vez que é uma empresa estatal que cumpre as determinações do governo.   O presidente da Infraero afirmou que as obras que estão sendo realizadas nos dois aeroportos não deverão ser interrompidas por conta da nova orientação em relação às concessões. No caso do Galeão, afirmou ele, o objetivo, na primeira etapa, é concluir o terminal 2. Segundo ele, o processo de licitação está em andamento e a entrega de propostas será amanhã. Gaudenzi disse que no momento em que o terminal 2 estiver concluído, o terminal 1 será fechado para obras. Ele informou que a idéia é passar de 12 para 16 milhões de passageiros/ano.   No caso de Viracopos, Sérgio Gaudenzi disse que está sendo estudada a construção da segunda pista e de um novo terminal. Segundo ele, depois das obras previstas, em cinco anos Viracopos será o maior aeroporto do hemisfério sul com capacidade para 80 milhões de passageiros/ano. Ele lembrou que hoje Viracopos é o primeiro aeroporto de cargas do País.   No caso de Viracopos, serão concluídas a construção de 10 Fingers. Com isso, destacou, o aeroporto terá 20 posições para aviões estacionarem, sendo 10 Fingers e 10 remotas. "Nós estamos tocando rigorosamente o cronograma de obras. Não vamos parar nada porque não recebemos determinação", disse.

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