Comunidade mantém instituições culturais, assistenciais e religiosas

Grupo marca dia a dia da cidade. Há hospitais, escolas, cemitérios e programa de mestrado e doutorado sobre cultura

O Estado de S.Paulo

18 Março 2012 | 03h06

Os judeus estão presentes em diversos ramos da cidade e, de forma organizada, criaram instituições que foram incorporadas rapidamente ao patrimônio histórico e cultural.

O Cemitério Israelita da Vila Mariana é o primeiro da cidade a ter um pequeno museu. Recém-inaugurado, conta a história de quatro cemitérios judaicos paulistas (incluindo o de Cubatão) e destaca a arte tumular e a relaciona com a história da imigração e da própria cidade.

Importante centro de memória do tema, o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro terminou recentemente a digitalização de sua coleção da imprensa judaica. Destacam-se ainda outras entidades, com o Centro Israelita de Assistência ao Menor (Ciam) - entidade que presta serviços a pessoas com necessidades especiais, que atende cerca de 130 pessoas. A Instituição Beneficente Israelita Ten Yad se dedica a programas de assistência alimentar gratuita. Desenvolve o programa Refeições Sobre Rodas, um inédito projeto de entrega de refeições quentes.

Outras entidades importantes ligadas ao povo judeu são o clube A Hebraica, o Centro da Cultura Judaica, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Centro de Estudos Judaicos da Universidade de São Paulo, onde funciona um curso de graduação em Língua e Literatura Hebraica, com mestrado e doutorado.

O engenheiro civil Yves Mifano, de 64 anos, cuja família veio do Egito em 1957, destaca a importância do clube, onde pratica esportes e frequenta festas da Sinagoga Mekor Haim. "Fundada por judeus do Egito", gosta de frisar. "Existe uma vida judaica ativa por aqui, com sinagogas, escolas, lar de idosos e crianças, clubes, cemitérios", diz sua mulher, Danielle Farhi Mifano. /E.V.

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