Computadores do Censo viram alvo de ladrões em SP

Os computadores de mão usados por recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se tornaram alvo de ladrões na zona leste de São Paulo. Desde o início do Censo, em 1.º de agosto, 12 aparelhos foram roubados na coordenadoria que abrange os bairros de São Miguel, Itaim Paulista, Vila Curuçá, Guaianases, Lajeado, Cidade Tiradentes, José Bonifácio, Vila Jacuí e Jardim Helena.

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2010 | 00h00

A maioria dos roubos concentrou-se na região do Jardim Helena, onde houve sete casos. Segundo um funcionário do instituto que trabalha na região, os ladrões miram o aparelho por achar que eles podem ser usados como celular. "Eles estão equivocados, porque não serve para nada. Só para o IBGE", afirmou o delegado Philogonio Rodrigues de Souza, titular do 59.º Distrito Policial (Jardim dos Ipês), onde foram registrados quatro casos.

Nessas ocorrências, os criminosos também levaram objetos pessoais dos recenseadores. "Eles não levam só o aparelho, são roubos completos. Levam celular, dinheiro." Até agora, nenhum dos criminosos foi preso.

Num dos casos, segundo um funcionário do IBGE que aceitou falar sob condição de anonimato, o ladrão questionou a vítima como desbloquear o computador de mão (chamado de PDA) para usá-lo como telefone. O aparelho, entretanto, dispõe somente do sistema operacional para o armazenamento de dados coletados nas entrevistas.

Procurado, o IBGE informou não ter um balanço oficial do número de PDAs roubados e furtados na cidade e no Estado. Em nota, o chefe da unidade estadual do instituto, Francisco Garrido Barcia, disse que o volume "pode ser considerado pequeno e que são casos isolados e eventuais".

Ao ter o aparelho tomado pelos ladrões, restou aos recenseadores refazer as entrevistas cujos dados eram guardados no PDA e não foram transmitidos a tempo para o posto de coleta.

O coordenador operacional do Censo em São Paulo, Aparecido Soares da Cunha, explicou que o acesso aos dados inseridos no PDA só pode ser feito por meio da senha. E, além disso, estão criptografados. "Mesmo que a pessoa leve o arquivo, ela não terá a chave de conversão."

Assim, as informações estão protegidas. Cada PDA custou R$ 533. Ao encerrar os trabalhos, cada recenseador deve devolvê-lo para o IBGE. Ainda não se sabe qual será o destino dos aparelhos quando for concluído o Censo no País.

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