Compra de hospital causa saia-justa na PUC

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Daniel Gonzales, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2010 | 00h00

A informação sobre a compra do complexo onde funcionava o Hospital Umberto Primo, também conhecido como Hospital Matarazzo, na região da Avenida Paulista, por parte da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de um fundo de investimentos, causou uma saia justa com a Fundação São Paulo, órgão ligado à Igreja Católica e mantenedor da instituição.

Ontem de manhã, após saber do negócio pela imprensa, a fundação chegou a informar, por meio de nota, que não tinha conhecimento de trâmites envolvendo o hospital. À tarde, a instituição confirmou a negociação e afirmou que nos próximos dias deve receber informações oficiais da PUC. Segundo a fundação, a reitoria da PUC assinou a compra do complexo em sigilo, depois de vencer licitação promovida pela Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), antiga proprietária dos prédios do hospital, em conjunto com um fundo empresarial.

Autonomia. Uma fonte ligada à transação afirmou que a reitoria da PUC possui "autonomia administrativa" para fechar negócios deste tipo, mas obrigatoriamente tem de informar a Fundação São Paulo. Isso será feito agora pelo reitor da PUC, Dirceu de Mello, e posteriormente analisado pelo conselho superior da fundação, formando por bispos da Arquidiocese de São Paulo, pelo arcebispo da capital, Dom Odilo Scherer, e dois procuradores.

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