Complexos multiuso vão concentrar novas vagas

Muitos hotéis serão construídos ao lado de shoppings e torres residenciais e comerciais

Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2012 | 03h04

Os novos hotéis que estão sendo lançados em São Paulo seguem uma tendência. Eles fazem parte de complexos multiuso que englobam torres para hotel, escritórios e residências, além de shoppings, centro de exposição e outros serviços no mesmo local. "Temos visto um movimento nesse sentido", afirma Ana Maria Biselli Aidar, diretora executiva do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Um exemplo é o LED, que está sendo lançado pela Odebrecht Realizações Imobiliárias na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda. Localizado em uma área que deverá ser um dos novos polos hoteleiros da cidade, o empreendimento deverá ser inaugurado em 2015 e terá uma torre de 168 apartamentos e outra multiuso, com 308 quartos de hotel, 460 salas comerciais e um street mall com 20 lojas. "Essa região está assumindo um perfil de serviços, que, junto das unidades comerciais do complexo, estimulam a demanda hoteleira", explica Paulo Adrian, diretor regional da incorporadora.

Outro empreendimento multiuso será lançado no antigo Hospital Umberto Primo, conhecido como Hospital Matarazzo, na Bela Vista. O complexo terá dois hotéis, shopping, um parque e centro cultural - ainda, porém, precisa ser aprovado pela Prefeitura. A previsão é de que o lançamento seja feito em 2013- a inauguração está prevista para quatro anos depois. De acordo com o grupo francês Allard, o prédio histórico de 1904 deverá ser um dos hotéis de luxo.

Recorde. A Odebrecht também será a responsável pela construção de outro conjunto multiuso, no Brooklin, zona sul. Batizado de Parque da Cidade, terá 595 mil metros quadrados de área construída e será o maior empreendimento de São Paulo segundo esse critério. Está prevista a construção de cinco torres corporativas, um prédio comercial e dois residenciais, shopping e hotel, além de espaço de lazer com restaurantes, bares, ciclovia e pista de cooper. A previsão é de que fique pronto em dez anos.

"Essa lógica de complexos de uso misto, com comercial, escritórios e residencial, a gente não vê só no nosso segmento. É uma tendência que já acontece na cidade há algum tempo, mas agora, com a volta de novos lançamentos de hotéis, chegou também ao setor hoteleiro", afirma Ana Maria Aidar, do FOHB.

Segundo a diretora executiva, esse tipo de conjunto é ainda mais atraente para o investidor em São Paulo por causa do seu perfil voltado ao turismo de negócios. "O executivo aproveita que o local da reunião já tem um hotel do lado. Tudo já fica no mesmo ambiente." Aidar diz acreditar também que é mais fácil convencer investidores a apostar em complexos como esses.

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