Comparsa de Champinha será julgado nesta manhã por crime

'Pernambuco' é acusado de participar da morte do casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé, em 2003

07 de novembro de 2007 | 07h46

Um dos acusados de participar da morte do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, mortos em 2003, será julgado a partir das 9 horas desta quarta-feira, 7. Paulo César da Silva Marques, o "Pernambuco", será julgado em Embu Guaçu. O crime aconteceu em Juquitiba, na Grande São Paulo, e, segundo o Tribunal de Justiça, ninguém terá acesso ao local do Júri.   Apenas os familiares das vítimas e dos réus vão poder acompanhar o julgamento, que será feito na Câmara dos Vereadores da cidade de Embu Guaçu, com previsão para durar dois dias. A proibição da entrada de outras pessoas acontece pois o processo tramita em segredo de Justiça, por envolver pessoas menores de idade na época do crime. "Pernambuco", que responde pelos crimes de homicídio, seqüestro e cárcere privado e estupro, não foi julgado em julho de 2006 junto com os demais envolvidos por haver recorrido da sentença de pronúncia (decisão de submetê-lo a Júri Popular). O recurso foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como "Champinha", principal acusado do crime e não julgado por ser menor de idade à época, está recolhido em uma unidade de saúde da Fundação Casa (Ex-Febem), desde o dia 3 de maio de 2007, conforme determinação do juiz do Departamento de Execuções da Infância e da Juventude do TJSP. Em julho de 2006, três dos demais envolvidos no crime foram condenados por Júri Popular a mais de 169 anos de prisão. Agnaldo Pires a 47 anos e três meses de reclusão por estupro; Antonio Caetano da Silva a 124 anos por vários estupros; e Antonio Matias a seis anos de reclusão e um ano, nove meses e 15 dias de detenção por crime de cárcere privado, favorecimento pessoal, ajuda à fuga dos outros acusados e ocultação da arma do crime. O crime  O crime aconteceu no dia 31 de outubro de 2003, uma sexta-feira, quando os namorados Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Silva Caffé, de 19, saíram para acampar sem que seus pais soubessem. Ela disse à família que viajaria com alguns amigos. Os pais da garota desconfiaram quando Liana não voltou para casa no domingo, 2 de novembro.  Avisada do sumiço do casal, a polícia descobriu que os jovens foram vistos em Embu-Guaçu. Depois de mais de uma semana de buscas, a polícia localizou os corpos dos dois, a partir de informações de um menor preso. Identificado como Champinha, o menor admitiu ter participado do crime. Felipe foi morto com um tiro na nuca e seu corpo estava num córrego. Antes de ser morta, Liana ficou quatro dias em poder dos criminosos e sofreu abuso sexual.  Três acusados do seqüestro e morte do casal de namorados já foram condenados a penas que variam entre 7 e 124 anos de prisão. Antônio Caetano da Silva pegou 124 anos por auxílio no seqüestro do casal e no estupro da menor assassinada. Agnaldo Pires, acusado de estupro da jovem, foi condenado a 47 anos e 3 meses de prisão. Antônio Matias de Barros foi condenado a 7 anos e 9 dias pela acusação de seqüestro, porte de arma e favorecimento pessoal. Pelo atual código penal Agnaldo Pires e Antônio Caetano devem cumprir no máximo 30 anos de reclusão.  O quinto envolvido no caso é Champinha, tido como o líder da quadrilha e mentor do crime. Na época, ele tinha 16 anos. Por ser menor, foi para a Febem, atual Fundação Casa. Laudos médicos constataram que ele sofre de problemas mentais e não pode voltar a viver em sociedade. Por isso, foi feito o pedido de interdição em um estabelecimento específico.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.