Como evitar gargalos e propostas para melhorar estradas de SP

Equipamentos modernos podem ajudar a monitorar e gerir o trânsito nas rodovias

Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo,

04 de novembro de 2008 | 01h22

Uma forma de evitar os gargalos de congestionamentos nas estradas é fazer o gerenciamento de tráfego com equipamentos modernos e utilizar alta tecnologia. É possível utilizar monitoramento com câmeras em vários programas para redirecionamento de fluxo de tráfego, comunicação e outros dispositivos que evitam e/ou minimizam os engarrafamentos. Mas essa tecnologia toda praticamente inexiste no Brasil, sendo que em São Paulo as concessionárias adotam alguns estudos e técnicas para definir a necessidade de construção e ampliação de mais faixas de rolamentos em algumas estradas.  "O Brasil está bem atrasado, mas São Paulo avançou um pouco com as rodovias sob concessão. O sistema avançados de gerenciamento de tráfego não existe no País. Estamos muito distante de chegar ao nível de países europeus", disse Karenina Martins Teixeira, doutora em engenharia de transportes pela Universidade de São Paulo (USP). Na Europa, os gastos com sistemas avançados de gerenciamento de tráfego (ATMS) devem chegar a US$ 1,2 bilhão em 2015. Em 2006, o gasto europeu com esse tipo de tecnologia foi de US$ 884 milhões e a Frost & Sullivan, responsável pelo estudo, informou que a preocupação cada vez maior com congestionamentos em rodovias e em vias urbanas é o que tem feito as agências de transporte européias investirem em alta tecnologia de administração de tráfego.  O governo de São Paulo anunciou semana passada um pacote de investimento, ao custo de R$ 1,15 bilhão, para recuperação e melhoria de rodovias e ligações entre as vias principais em todas as regiões do Estado, inclusive na região metropolitana da capital. As obras deverão atingir 686 km de rodovias, hoje pontos de engarrafamentos e de perigo de acidentes. A previsão é construir cerca de 370 novos acessos, sendo 307 diretamente com a ação da Secretaria dos Transportes e mais 63 envolvidos nas concessões.  As propostas de melhorias Até 2016, as empresas que controlam estradas em São Paulo deverão executar várias obras de melhorias e ampliação das vias, segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Até mesmo as recém privatizadas Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon, Dom Pedro I e Raposo Tavares deverão sofrer modificações, previstas em contrato, para diminuir os gargalos de congestionamento e melhorar acesso às cidades. Já em andamento está a construção do chamado Complexo Anhangüera, na chegada da rodovia de mesmo nome à Marginal do Tietê, com implantação de marginais e faixas adicionais, novos acessos a bairros. Ainda na Anhangüera está prevista implantação de terceiras faixas em Jundiaí/Louveira, Nos pontos críticos no entorno de Campinas, um novo anel viário será construído, com mais marginais, remodelação de trevos e outras obras. Outro complexo de viadutos na chegada à capital, pela Castelo Branco, está previsto para ser erguido pela concessionária que administra a estrada, além de remodelação e ampliação do trevo de acesso a Jandira e Itapevi. Em Vargem Grande Paulista e Mairinque passando por São Roque, haverá duplicação da Raposo Tavares, novos entroncamentos, como para a Estrada do Marmeleiro, e construção de marginais entre Km 95 e Km 105, em ambos os sentidos. Pela Rodovia D. Pedro I, a nova concessão prevê duplicação do trecho de Jundiaí/Itatiba, construção de faixas adicionais e alargamento de pontes e viadutos em toda a via. Há também previsão de ampliação e melhorias nas ex-rodovias federais Fernão Dias e Régis Bittencourt, há cerca de um ano concedidas à iniciativa privada.

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