Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Como esporte, pole dance tem regra de ginástica e nado sincronizado

Quem explica é Vanessa Costa, uma das responsáveis pela criação do código de arbitragem da categoria

Priscila Mengue, O Estado de São Paulo

24 de junho de 2017 | 19h00

Foi durante sua lua de mel que Vanessa Costa, de 36 anos, descobriu que queria aprender pole dance. A ideia surgiu por acaso ao assistir a um espetáculo do “estilo Cirque du Soleil”. Cerca de um ano depois, em 2008, trocou a carreira de produtora de políticas públicas pela de atleta de pole esporte. Com a experiência fundou a Federação Brasileira de Pole Dance em 2009, que, de cinco fundadores, hoje reúne mais de 300 escolas filiadas.

Uma das responsáveis pela criação do código de arbitragem da categoria, ela explica que as regras foram inspiradas nas da ginástica olímpica e do nado sincronizado. 

“São modalidades que reúnem rotina coreográfica e também uma parte técnica, com dez movimentos obrigatórios de diferentes graus de dificuldade. Avaliamos a qualidade da execução, se foi precisa, e, a partir disso, damos uma pontuação”, explica Vanessa, que é organizadora do campeonato brasileiro da modalidade.

Hoje, a categoria reúne variantes que vão do “pole fitness” até o “glamour” – que requer uma coreografia –, passando pelo “art”, que conta uma história, o “exotic”, que é mais sensual, e o “street”, que é realizado em postes e outros equipamentos da rua. 

“Não deixa de ser a mesma modalidade. Todas as vertentes são acrobacias em uma barra vertical de ferro”, explica Vanessa, que sonha com o dia em que a prática se tornará um esporte olímpico.

Adesão masculina

Como Vanessa relata, o pole dance reúne também adeptos nos públicos infantil, sênior e masculino. Esse é o caso de Michel Nascimento, de 25 anos, que é atleta e professor da modalidade desde 2013. Além de se apresentar na categoria “glamour”, ele também já organizou eventos de “pole street” na Avenida Paulista, com performance em palco móvel e postes da via. 

“É uma forma de trazer visibilidade. Não é só feito por mulher, não é só para sensualizar, tanto que o código de arbitragem até proíbe tirar a roupa. Não tem por que ainda haver tabus hoje em dia”, ressalta.

PARA ENTENDER

Modalidade é comum na Índia

O pole dance moderno tem influências de vários países. Há quase mil anos, na Índia, é praticado o mallakhamb, espécie de ginástica em um poste de madeira com cordas, muito praticada por homens. O formato moderno também foi influenciado pelo estilo burlesco francês e por apresentações de bailarinas americanas das décadas de 1920 e 1930. Há mobilizações para tornar o pole esporte olímpico. 
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