Comissão tem 15 dias para estudar impacto de táxis nos corredores de ônibus de SP

Secretário municipal dos Transportes publicou portaria criando grupo para avaliar possibilidade de alterações no uso das vias exclusivas pelos taxistas

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2013 | 09h53

SÃO PAULO - Uma comissão instituída por decreto publicado nesta quarta-feira, 2, pelo secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, terá 15 dias para elaborar um relatório propondo a continuidade, alterações ou o cancelamento do uso dos corredores exclusivos de ônibus por táxis na cidade de São Paulo. A medida tem como finalidade atender a um ofício encaminhado pelo Ministério Público Estadual à Prefeitura na semana passada -- o documento exige informações sobre o impacto dos táxis nas vias exclusivas para os coletivos.

Formada por sete técnicos de órgãos municipais ligados ao trânsito, entre os quais o Departamento de Operação dos Sistema Viário (DSV), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), a comissão será coordenada por Audrey Gabriel.

O comitê terá por função avaliar estudos "sobre a utilização dos corredores de ônibus por outros veículos (táxis especialmente) e de comprometimento com a velocidade do transporte de passageiros nos ônibus".

Na semana passada, Tatto já havia indicado que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) ponderava a possibilidade de retirar a permissão para que os taxistas usem o corredor quando estão com passageiros -- autorização concedida pela primeira vez em agosto de 2005, na gestão do ex-prefeito José Serra (PSDB).

De acordo com o secretário de Transportes, os táxis podem prejudicar a velocidade média dos ônibus, que atualmente gira em torno de 14 km/h, nível considerado por ele "muito baixo". Quando os corredores foram reformulados pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT), no início dos anos 2000, a velocidade média dos coletivos nessas vias exclusivas era mais alta, de 22 km/h.

Mas os taxistas, categoria que tem quase 34 mil profissionais registrados em São Paulo, são contrários a uma eventual proibição de sua circulação nos corredores de ônibus. Eles alegam que se tornariam menos atraentes para os passageiros, já que teriam que enfrentar o trânsito em grandes corredores nos horários de pico como os demais veículos da capital.

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