FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Comissão estuda 6 locais para Ceagesp, diz Doria

O local onde o entreposto funciona atualmente, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, deve receber um polo tecnológico

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2017 | 18h44

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou neste sábado, 8, que uma comissão vai analisar seis locais da capital paulista que podem receber a nova Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) até o ano de 2020. O terreno onde o entreposto funciona atualmente, na Vila Leopoldina, na zona oeste da cidade, deve receber um polo tecnológico. 

"Assinamos um compromisso, um protocolo com o Ministério da Agricultura, Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura de São Paulo. Depois de 20 anos de idas e vindas, agora é definitivo: o Ceasa vai mudar de local", afirmou Doria neste sábado. O assunto foi discutido em reunião com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na quinta-feira, 6.

O prazo para a transferência é 2020 e, segundo o prefeito, o novo local da Ceagesp ainda não está definido. "Nós nomeamos uma comissão de trabalho tripartite - governo federal, governo estadual e governo municipal - para analisar seis diferentes opções na capital para esta mudança", afirmou.

Doria não informou quais as localidades estão sob análise, mas disse que a nova área deve ter, no mínimo, 4 mil m². Os critérios para escolha do terreno incluem proximidade com o Rodoanel ou outra rodovia paulista, o que facilita transporte de cargas. "Teremos uma área muito maior para atender o novo Ceasa, incluindo proteína animal."

Em 30 dias, a comissão deve apresentar as primeiras avaliações e finalizar uma seleção prévia com até três locais. "Depois, () uma nova visita cuidadosa e técnica para a decisão final", disse Doria.

Tecnologia. Ainda de acordo com o prefeito, outro grupo de trabalho vai discutir a ocupação do terreno atual, que tem cerca de 650 m². "Foi definido que ali será um Centro de Tecnologia e Inovação da cidade (CIT) de São Paulo", afirmou. "Serão convidadas empresas de tecnologia, startups, e provavelmente teremos uma Fatec (Faculdade de Tecnologia)." 

Segundo Doria, as obras da Ceagesp serão feitas por meio de Parceria-Público-Privada (PPP), sem recursos monetários dos governos federal, estadual ou municipal. "A conta será paga pelo setor privado", disse. "Não existirão recursos além do próprio terreno que pertence à União, ao governo federal."

Há dois anos, Prefeitura, na gestão Fernando Haddad (PT), e União haviam firmado acordo para desativar a atual Ceagesp e construir novo entreposto em Perus, na zona norte. Hoje, o terreno e a administração da Ceagesp são do Ministério da Agricultura, que se interessa em vender a área por seu elevado valor venal: R$ 1,7 bilhão. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.