Comércio terá tempo de se adaptar a aumento do IPTU, diz Haddad

Comércio terá tempo de se adaptar a aumento do IPTU, diz Haddad

Com quase 800 milhões de reais a mais no caixa da prefeitura em 2015, as áreas prioritárias da gestão serão educação e saúde

Edgar Maciel, O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2014 | 12h37

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou nesta quinta-feira, 27, as críticas dos comerciantes paulistas que se manifestaram contrários  ao aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que pode chegar a 29,4% em 2015. Segundo Haddad, não há motivos para preocupação. "Nós pensamos no comércio da capital e, por isso, decidimos diluir o aumento nos próximos quatro anos. Vai dar tempo suficiente pra todos se adaptarem", defendeu.

O petista também criticou indiretamente os autores da ação que suspendeu o aumento do IPTU em 2014, dizendo que eles "prejudicaram os paulistas". "Essas pessoas (do PSDB e Fiesp) prejudicaram muitos consumidores com essa ação. O nosso dever é devolver o dinheiro para o contribuinte que pagou a mais no ano passado. E vamos fazer isso", afirmou. Sobre a possibilidade de um recurso da Fiesp para reverter o aumento em instâncias superiores, Haddad vê chance zero de isso acontecer. "A derrota está consumada. A Justiça deu ganho de causa por mérito. Não vemos chances de (a reversão) acontecer", disse.

Com quase 800 milhões de reais a mais no caixa da prefeitura em 2015, as áreas prioritárias da gestão serão educação e saúde. "Nós já investimos mais de 50% das verbas para saúde e educação. Com esse dinheiro extra no orçamento, essas áreas vão virar ainda mais prioridades", explicou.

Segurança escolar. O prefeito participou na manhã desta quinta-feira, 27, da solenidade de assinatura do Programa de Segurança Escolar. A parceria entre as Secretarias de Educação e Segurança Pública vai deslocar guardas civis para atuarem na segurança das escolas municipais.

Na fase inicial do projeto, 104 guardas foram deslocados para 104 instituições de ensino para fazer a patrulha diurna dos alunos. "As escolas foram escolhidas pela vulnerabilidade de segurança onde estão localizadas. Em São Miguel Paulista, por exemplo, uma instituição foi assaltada oito vezes no último mes. Por isso estamos dando prioridade para elas", explicou o secretario de Educação Cesar Callegari.

A previsão da prefeitura é que, a partir de janeiro de 2015, com a nomeação de 500 novos guardas municipais, parte desse grupo seja deslocado para a segurança de novas escolas. 

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