Comércio registra prejuízo e volta para casa fica mais difícil

Corredor Norte-Sul ficou praticamente parado entre a Praça da Bandeira e a região do Aeroporto de Congonhas

Nataly Costa e Cristiane Bomfim, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2011 | 00h00

Sem energia no horário de pico, postos de gasolina da zona oeste ficaram vazios. As bombas e as máquinas de cartão de débito e crédito não funcionavam. "Parou tudo. É o horário de maior movimento do posto e não temos como atender nossos clientes. No escuro, ninguém para aqui", contou o gestor do Posto Caluana, na Avenida Pompeia, Cristiano Ferreira Correia. Segundo ele, o local ficou sem energia entre as 19h20 e as 19h50. Até 21h30, o sistema de pagamento com cartão não tinha voltado a funcionar.

Na Vila Madalena, o dono de uma pizzaria pensou até em baixar as portas do estabelecimento. "Se no claro está perigoso, imagina na escuridão", disse o proprietário Francisco Pecoraro, referindo-se aos arrastões ocorridos em bares e restaurantes do bairro. O atendimento dos pedidos também foi prejudicado. O local usa forno à lenha, mas as geladeiras ficaram desligadas e o telefone e máquina de cortar frios não funcionavam.

Os motoristas também enfrentaram trânsito complicado em alguns pontos da capital paulista. O Corredor Norte-Sul ficou praticamente parado entre a Praça da Bandeira, no centro da cidade, e a região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul - um total de 8,7 quilômetros. O índice é considerado alto para um mês de férias como julho. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também registrou lentidão acima da média na Marginal do Pinheiros (7,4 km), entre a Rodovia Castelo Branco e Ponte Eusébio Matoso.

O jornalista Rodrigo Macedo, de 30 anos, que não conseguiu pegar a Linha 4-Amarela do Metrô, voltou para casa de ônibus. "Até a Ponte Orca, que me levaria até o metrô, teve o serviço suspenso."

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