Comércio no Jardim Santo André reabre neste sábado

Estabelecimentos estavam fechados desde o início do seqüestro de Eloá; estado de saúde da menina piora

da Redação, estadao.com.br

18 de outubro de 2008 | 13h21

Depois do fim do seqüestro de Eloá, o comércio voltou a abrir em Jardim Santo André neste sábado, 18, informaram moradores. Alguns estabelecimentos nas imediações do conjunto habitacional CDHU do bairro onde morava a menina e sua colega Nayara estavam fechados desde o início do seqüestro, na segunda.   Veja também: "Eu colocaria meu filho no lugar da Nayara", afirma comandante Mãe de Eloá foi forte, diz diretora do hospital Governo assume erro por informações sobre saúde de Eloá Eloá, 'uma menina falante'; Lindembergue, 'um trabalhador' Especialistas condenam participação de Nayara na negociação Polícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso 'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Armas de policiais e seqüestrador são apreendidas para perícia Confira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SP Pai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escola Galeria de fotos do seqüestro    Moradores do Bloco 24 do Conjunto Habitacional do Jardim Santo André retomaram a vida por volta de 9 horas da manhã, quando, com vassouras, escovões e rodos nas mãos, lavavam o rastro de sangue deixado por Nayara e Eloá. Água com sabão escorria pela escadaria para apagar as mais de 100 horas de tensão às quais os vizinhos de longa data foram submetidos.   Ainda perplexos com o desfecho do seqüestro mais longo de São Paulo, crianças, jovens, mulheres e homens queriam também voltar a reescrever ali, em folha limpa, novos capítulos. Muitos, porém, já manifestam o desejo de deixar para trás aquele prédio da CDHU   Na sexta-feira, policiais invadiram o apartamento onde Lindembergue Alves, de 22 anos, mantinha Eloá e Nayara, 15, reféns. Ele foi preso e levado para o 6º Distrito Policial da cidade. Neste sábado, os médicos informaram que Eloá teve uma "piora significativa" nas últimas horas, após passar por uma cirurgia para tentar retirar o projétil que está alojado no cerebelo. Nayara, que foi atingida na mandíbula, se recupera após uma cirurgia e deve receber alta entre 7 e 10 dias.   Uma nova informação da equipe médica sobre o estado de saúde de Eloá é aguardada às 17h. O secretário municipal de Saúde, Romero Nepomuceno Duarte, afirmou que se não houver nenhum acontecimento extraordinário, a imprensa não deve considerar esperar novas informações antes deste horário.   A jovem está em coma induzido, mas como não apresentou melhora será retirada do coma induzido para ver como ela se encontra do ponto de vista neurológico. As próximas seis horas são "cruciais" afirmou o médico.   Se a garota sobreviver corre o risco de ficar em "estado vegetativo permanente", mas o médico evita fazer previsões sobre risco de morte. Mais cedo, a diretora do Centro Hospitalar de Santo André, Rosa Maria Pinto Aguiar, afirmou que, se ela sobreviver, a garota deve ter graves seqüelas e que de um grau de risco de morte entre 0 a 10, Eloá tem 9.   (Com Sílvia Song, do Jornal da Tarde, e William Glauber, de O Estado de S. Paulo)  

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