Comércio já sente efeito de interdição no trânsito

O empresário Fábio Amaral, de 48 anos, proprietário do Bufê Fazendinha, atingido pela megacarreta no acidente de sábado, não estava preocupado com os prejuízos até o final da tarde de ontem. O veículo continuava tombado no muro do seu estacionamento, mas ele tinha esperanças de reabrir seu comércio amanhã.

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2011 | 00h00

"Infelizmente aconteceu o acidente, mas a empresa está dando todo o apoio", disse. O bufê é uma minifazenda com alguns animais. Durante a semana, recebe visitas escolares e, no fim de semana, há eventos para famílias. "Nas férias pretendo abrir todos os dias", contou, antes de saber que o prazo para remoção da carreta seria estendido.

Quando um funcionário da Tomé lhe disse que a retirada da megacarreta só poderia acontecer na madrugada de sábado, o ar de tranquilidade mudou para preocupação. "Não brinca", comentou o dono do bufê, sem querer dar nenhuma outra declaração depois.

Seus vizinhos já reclamam da interdição no trânsito da região e dos prejuízos. O comerciante Delano dos Anjos, de 34 anos, que tem uma loja de revestimentos na alça de acesso entre a Washington Luís e a Vicente Rao, disse que já está há dois dias sem atender clientes. "Ainda não calculei o prejuízo. Mas, se minha loja precisar ficar fechada até depois de quarta-feira, vou acionar meu advogado e pedir um ressarcimento", contou.

O segurança Thiago Gomes da Silva, que mora ao lado de onde ocorreu o acidente, disse que ficou dois dias sem energia elétrica. "O fornecimento só voltou na tarde de domingo. Não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, um carro saiu da Washington Luís e foi parar dentro da Fazendinha", disse.

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