Comércio diz que impacto será repassado para o consumidor

O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, afirma que o aumento do IPTU ocorre em péssima hora para o comércio e que será inevitavelmente repassado aos consumidores. "Não existe a possibilidade de não ser repassado para o consumidor. É mais um aumento da carga tributária numa hora ruim, em que o comércio está desanimado, crescendo pouco", afirma Amato.

Artur Rodrigues e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2013 | 02h11

Para o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), Cláudio Bernardes, as travas criadas pelo governo só adiam aumentos que podem ultrapassar 100% em três anos. Um reajuste classificado como inviável por ele. "O IPTU é calculado com base no valor venal, historicamente defasado. Quando você aproxima demais do valor de mercado, tem de baixar a alíquota, estabelecida para um valor venal baixo."

De acordo com ele, o aumento pega em cheio o mercado imobiliário e pode até afetar o novo Plano Diretor. Isso porque as outorgas onerosas - valor pago para se construir acima do padrão estabelecido - são calculadas com base no valor venal. "E esses custos não terão trava."

Se as outorgas forem muito caras, o mercado pode não se interessar por elas, afetando o plano da Prefeitura de adensar mais determinadas regiões da cidade.

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