Comerciários exigem garantias de emprego a donos de lojas

Sindicato propõe que as pessoas que trabalham no centro comercial sejam remanejadas em caso de fechamento

Cida Alves, Especial para O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2011 | 08h39

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) realizará uma assembleia com os funcionários do shopping Center Norte amanhã, às 9 horas, uma hora antes do prazo determinado pela Prefeitura para a interdição do local. A intenção é definir com os proprietários das lojas a situação dos trabalhadores durante o tempo em que o estabelecimento estiver fechado – se fechar.

Ontem, o sindicato distribuiu panfletos sobre a assembleia e orientou lojistas pela manhã. A proposta é que os funcionários sejam remanejados para outras filiais. No caso de lojas que só existem no Center Norte, eles não deixariam de receber uma remuneração. Ontem, o funcionamento era normal e os lojistas aguardavam algum comunicado da administração do shopping para saber se fechariam ou não. 

Tranquilidade. Enquanto alguns funcionários preferiam não comentar o risco de explosão apontado pela Prefeitura, outros afirmavam trabalhar com tranquilidade. “Acho impossível que o shopping feche. Seria um prejuízo muito maior que a multa de R$ 2 milhões”, comentou Sandra Cesário, de 52 anos, que há 12 trabalha no Center Norte.

Para Jefferson Teodoro, de 46 anos, o local funciona há muitos anos e, se houvesse realmente risco de explosão, ela já teria ocorrido. Tanto lojistas quanto clientes notaram uma redução no número de frequentadores após o notícia da interdição ter sido divulgada na mídia. “Eu consegui vaga no estacionamento no horário de almoço. Isso era quase impossível antes”, comentou o representante comercial Mauro Sagnoni, de 50 anos. 

O impacto ultrapassou a área do shopping e também afetou os vizinhos. “Aqui na loja também reparamos que houve uma redução no movimento. Eu mesma sinto um pouco de medo”, afirmou a vendedora Juceli Domingues Pereira, de 33 anos, que trabalha em uma loja a 500 metros do empreendimento, na Avenida Zaki Narchi, zona norte da capital paulista.

Medo no Deic. Até no Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), também vizinho do shopping Center Norte, há policiais temerosos com a possibilidade de o centro de compras explodir, segundo o diretor, delegado Nelson Silveira Guimarães. Mas ele avisa que seguirá almoçando no local todos os dias. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.