Pedro da Rocha/AE
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Comerciantes paralisam Ceagesp nesta manhã em protesto contra terceirização

Associação dos Permissionários não aceita a privatização do controle das áreas de carga e descarga

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

28 Março 2012 | 05h51

Atualizado às 7h11

 

 

SÃO PAULO - Os comerciantes que atuam dentro da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista, realizam, desde as 3 horas da madrugada desta quarta-feira, 28, manifestação contra a terceirização do controle das áreas de carga e descarga da estatal. Clientes e caminhoneiros em geral não estão sendo impedidos de entrar na companhia, mas os comerciantes e carregadores cruzaram os braços e iniciaram uma passeata pela Avenida Gastão Vidigal a partir das 6h30.

 

Segundo o presidente da Associação dos Permissionários do Entreposto de São Paulo (Apesp), Carlos Eduardo Haiek, os comerciantes não são contra as melhorias no sistema de controle de circulação de mercadorias e veículos dentro da Ceagesp, mas do edital para contratar uma empresa que faça o controle. "As empresas que atuam dentro do Ceagesp destinam R$ 600 mil por mês para melhorias na estrutura do local. Com esse dinheiro é possível colocar câmeras, informatizar e melhorar os serviços. Novas cobranças são desnecessárias e visam o lucro", disse Haiek.

 

O presidente da Apesp também diz que a direção do Ceagesp foi intransigente no diálogo com representantes dos permissionários e comerciantes. O caminhoneiro Ivan Adalto reclama que a nova cobrança deve encarecer o custo da mercadoria para o consumidor. "Eles querem cobrar por hora para que o caminhão fique parado aqui dentro. Isto pode encarecer em até 30% o preço do produto", disse Adalto.

 

Os permissionários afirmam que só voltam a comercializar seus produtos nesta quarta-feira dentro da Ceagesp depois que forem atendidos pela direção da estatal e com ela iniciarem uma negociação. O vencedor do edital para a implantação das melhorias deve ser conhecido na próxima segunda-feira. O valor cobrado ainda não está definido.

 

Por volta das 6 horas, um oficial de justiça entregou aos representantes da Apesp uma ordem judicial da 1ª Vara Cível que proíbe os permissionários de realizarem manifestação e de impedirem a livre circulação de veículos e pedestres dentro da área da Ceagesp. Outra determinação da justiça contida no documento é de que os manifestantes também não podem impedir os comerciantes que queiram vender seus produtos de assim fazê-lo. A multa em caso de descumprimento é de R$ 10 mil por dia. 

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