Comerciante é procurado após morte de turista no litoral

Suspeito teria discutido com a vítima momentos antes do crime por causa de som alto

João Carlos de Faria, de O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2008 | 20h08

O comerciante Alexandre Casemiro da Rocha está sendo procurado pela polícia como o principal suspeito pela morte do turista paulistano Rafael Gonzáles, de 25 anos, na madrugada de segunda-feira, 4, em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista.  Rocha é dono do quiosque Iemanjá, na praia de Massaguaçu, onde teria ocorrido uma discussão, por causa do som alto do carro de Gonzáles. Logo em seguida, após luta corporal, teria havido um disparo, que atingiu o turista na cabeça, causando sua morte antes de sua entrada no Pronto Socorro da Santa Casa local.   Na versão contada à polícia pela esposa de Rocha, Shamanda Rosa Rassi, o turista, teria chegado ao quiosque dirigindo um carro modelo Stilo e ao sair do carro, deixou o som ligado com volume alto. Ele foi advertido pela mulher, que alegou que o quiosque poderia ser multado por isso e chegou a brincar com ela, dizendo que estaria disposto a pagar esse valor.  A discussão tomou maiores proporções, quando Rocha, dono do quiosque, interferiu e acabou jogando spray de pimenta nos olhos de Gonzáles e de um rapaz que estava com ele. O turista, ainda segundo a versão apresentada à polícia, se ausentou por alguns minutos e na volta, armado, entrou em luta corporal com o comerciante, resultando no tiro que causou sua morte.   A esposa de Gonzáles, ouvida pela polícia, disse que o marido havia saído de casa por volta das 2h30, sozinho e que estava tranqüilo. "Ele veio para passar o carnaval na cidade com a família. Ela afirmou que ele era muito calmo e não gostava de confusão", relatou o delegado de plantão, Orley Siqueira. Rafael Gonzáles era morador do bairro da Saúde, em São Paulo, tinha duas filhas, uma de três e outra de quatro anos, e era dono de uma empresa de mototáxi.  Siqueira disse que o carro do turista, que havia sumido depois do crime, foi encontrado mais tarde na praia da Mococa, sendo constatado pela perícia a existência de um orifício, possivelmente de projétil, na porta traseira do lado direito. "Isso é um indício de que houve mais tiros", afirmou o delegado. "O inquérito já está instaurado e agora, além de investigar todas as possibilidades, a polícia está na captura do dono do quiosque que é um dos mais fortes suspeitos do crime", relatou o delegado.

Tudo o que sabemos sobre:
caraguatatubacrime

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.