Começa reconstrução do Teatro Cultura Artística

Um ano e meio após o incêndio que destruiu praticamente toda a sua estrutura, o Teatro Cultura Artística, na região central, vai começar hoje a ser reerguido para voltar a receber alguns dos principais espetáculos da música e de teatro na cidade.

RENATO MACHADO, O Estadao de S.Paulo

20 Março 2010 | 00h00

O novo prédio será no mesmo local onde funcionou por quase seis décadas: a Rua Nestor Pestana. A maior parte de suas características será mantida, o painel de Di Cavalcanti será restaurado, mas o novo prédio também receberá melhorias.

"Esse é apenas o começo de um longo caminho que envolve captação de mais recursos e gerenciamento de uma grande obra. No entanto, certamente, é momento de comemoração para todos que amam as artes", diz o relações institucionais da Sociedade de Cultura Artística, Eric Klug.

Mesmo sem seu principal teatro, a entidade manteve sua programação internacional, realizando espetáculos de grandes artistas, como o violinista israelense Itzhak Perlman. Além disso, foi recentemente aberto o Teatro Cultura Artística-Itaim.

A previsão é que o teatro principal da Sociedade de Cultura Artística seja entregue em 2012, ano do centenário da entidade.

Valores. O custo total da obra será de cerca de R$ 75 milhões. A primeira parte dos trabalhos envolverá, justamente, o painel de Di Cavalcanti e a fachada do teatro, que são tombados pelo patrimônio histórico. A remoção de parte do painel começa hoje.

Dentre as novidades do novo teatro está a construção de um foyer mais amplo que o original. Nesse espaço, devem ser construídos uma chapelaria, lojas, um grande bar e haverá acessos para elevadores e duas escadas rolantes.

Outra diferença em relação ao antigo teatro é que, no lugar das duas salas originais, será construída uma sala maior, com capacidade para 1.406 espectadores. Haverá também mudanças nos camarins e nos bastidores.

Incêndio. Na madrugada do dia 17 de agosto de 2008, um incêndio praticamente destruiu todo o Teatro Cultura Artística, inaugurado em 1950 com um concerto de Heitor Villa-Lobos.

O painel de Di Cavalcanti na fachada, com 48 metros de largura e 8 metros de altura, foi uma das poucas peças não danificadas, embora algumas pastilhas tenham se soltado.

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