Começa reconstituição do fim do seqüestro de Eloá

Nayara é acompanhada de psicólogos; mãe e irmão de Eloá chegaram juntos ao local

Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde,

19 de novembro de 2008 | 11h32

Começou por volta das 11 horas desta quarta-feira, 19, a reconstituição do fim do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, que foi mantida refém por Lindemberg Alves, de 22 anos, refém por quase 101 horas em outubro em Santo André. A reconstituição estava marcada para às 10 horas, mas começou apenas com a chegada das pessoas que vão participar dos trabalhos.   Veja também: Peritos vão reconstituir invasão Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá         Nayara Rodrigues da Silva, de 15 anos, chegou acompanhada de psicólogos e de representantes do Conselho Tutelar. A menina apenas contará o que aconteceu, não irá representar. Os movimentos e gestos dela deverão ser reproduzidos por uma policial. Lindemberg não participa da reconstituição, que é acompanhada por seus advogados de defesa.   Além de Nayara, participam da reconstituição Vitor e Iago - os dois meninos que também foram feitos reféns por Lindemberg e soltos no início do seqüestro - Douglas, irmão de Eloá, e a mãe da menina. Também participam dos trabalhos oito policiais científicos (dois desenhistas, quatro peritos, um médico legista e um fotógrafo), 100 policiais militares (entre os que participam da reconstituição e os que fazem a segurança do local), o delegado Sérgio Luditva (titular do 6º DP de Santo André, que preside o inquérito) e o promotor Antonio Nobre Folgado, responsável pelo caso. Os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que participaram da invasão do apartamento no fim do seqüestro, só devem chegar ao local mais tarde.   O advogado da família de Eloá, Ademar Gomes, foi ao local para acompanhar o início dos trabalhos mas foi embora em seguida. Segundo ele, "a reconsituição é importante para saber o que aconteceu no dia da invasção". Gomes considera a presença de Nayara para esclarecer "se houve ou não o tiro antes da invasão e porque ela voltou ao cativeiro".   Em relação ao pai de Eloá, Everaldo Pereira dos Santos, o advogado afirmou que ele vai continuar foragido até que a defesa tenha acesso aos inquéritos. Everaldo é foragido da Justiça de Alagoas e acusado por homicídios. O advogado afirmou que apenas um dos processos contra Everaldo foram apresentados à defesa até agora e que ele continuará foragido pois tem merdo de morrer.     Importância da reconstituição   Para o promotor que atua no caso, Antonio Nobre Folgado, a reconstituição em nada mudará seu posicionamento sobre o a culpa de Lindemberg. "Acredito que (a reconstituição) será uma peça auxiliar, mas que não trará nada de novo sobre o que já foi apurado", disse o promotor Folgado - que acompanhará o trabalho dos peritos.   O promotor denunciou Lindemberg por 12 crimes divididos em três artigos do Código Penal: homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo. Caso seja condenado, poderá pegar pena que varia entre 50 e 60 anos de reclusão. Ele está preso na Penitenciária de Tremembé, no interior do Estado.   Até às 10h30, apenas os advogados de Lindemberg haviam chegado ao local da reconstituição - no conjunto de prédios do CDHU em Santo André. No local, há muitos policiais militares, que fazem o isolamento da área da reconstituição. Com a garoa que atinge a região, não há muitos curiosos no local. O colégio que fica em frente ao conjunto de prédios - que foi usado pelos policiais durante as negociações do seqüestro - funciona normalmente nesta quarta.   Texto ampliado às 11h55 para acréscimo de informações.

Tudo o que sabemos sobre:
caso Eloá

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.