Começa obra contra enchente na Pompeia

Após cerca de cinco anos de atraso e muitos alagamentos, as obras antienchente na Pompeia, zona oeste de São Paulo, foram oficialmente iniciadas na manhã de ontem. A construção de duas galerias de águas pluviais vai causar interdição de várias ruas e terminar só em 2016.

Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2013 | 02h05

"Seguramente, no verão de 2016, essa região já não sofrerá com problemas de enchente", disse o prefeito Fernando Haddad (PT). De acordo com ele, as galerias foram programadas para absorver um limite de água semelhante ao do maior pico de chuvas dos últimos cem anos.

O projeto prevê a construção de 2,4 km de dutos que, na época das chuvas, levarão a água dos Córregos Água Preta e Sumaré até o Rio Tietê. A ampliação das galerias tem o objetivo de aumentar a vazão do Córrego Sumaré de 24 m³ por segundo para 62,5 m³/s e a do Água Preta de 13 m³/s para 62,5 m³/s.

As obras, que serão feitas com R$ 143 milhões da Operação Urbana Água Branca, têm prazo de 33 meses. "Mas em um ano, um ano e meio, já tem um impacto importante na Avenida Francisco Matarazzo, porque a obra já terá chegado aqui, o ponto mais crítico da região", afirmou Haddad.

O secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Mario Luiz Sandoval Schmidt, afirmou que a maioria dos trechos passará por interdição, até mesmo a Marginal do Tietê. "Há trechos que são mais complicados, vão atravessar o trilho da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), e vamos fazer por túnel."

O traçado das galerias para água da chuva deve passar perto do Parque Antártica e do Shopping Bourbon. As obras vão provocar a desapropriação de sete imóveis.

História. A presidente da Associação Amigos da Vila Pompeia, Maria Antonieta Lima e Silva, afirmou estar otimista para ver o fim das enchentes. "É um problema de um século. Desde que foi fundada a Pompeia, em 1911, há notícias de enormes inundações", disse.

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