Começa o terceiro e último dia de julgamento de Carla Cepollina

Advogada é acusada de ter assassinado o coronel Ubiratan Guimarães no dia 9 de setembro de 2006

Gheisa Lessa, O Estadão de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 14h05

SÃO PAULO - O terceiro e último dia de júri da advogada acusada de assassinar o coronel Ubiratan Guimarães, Carla Cepollina, de 47 anos, começou às 11h15 desta quarta-feira, 7, com 25 minutos de fala da promotoria. Defesa e acusação devem apresentar suas teses sobre o crime cometido na noite do dia 9 de setembro de 2006. A decisão do caso será apresentada ainda hoje, informa o Tribunal de Justiça de São Paulo.

A audiência acontece, desde o primeiro dia de julgamento, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Depois de meia hora do início, o juiz determinou intervalo para o almoço e a retomada está prevista para as 14h.

Nesta última sessão a defesa vai apresentar sua tese durante uma hora. O esperado é que os advogados de Cepollina reforcem a versão, apresentada pela ré ao longo da tarde da última terça, de crime político. Caso haja pedido de réplica, explica o TJ, a acusação terá uma hora para contra-argumentar e, em seguida, a tréplica de mais uma hora será cedida para a defesa do caso.

Após o debate, o júri deve se reunir para concluir o caso e apresentar sua decisão.

Carla é acusada de assassinar o coronel Ubiratan Guimarães - conhecido por ter comandado a invasão do Carandiru em 1992, provocando 111 mortes no Pavilhão 9. Ele foi morto com um tiro no abdome. O primeiro dia do julgamento da morte de Ubiratan aconteceu na segunda, 5. O segundo dia de júri foi marcado pelo depoimento da ré sobre o caso. Cepollina negou a autoria do crime e chegou a apontar um assessor do coronel, que também já morreu, como autor do assassinato.

O caso. De acordo com a tese da polícia, o crime aconteceu na noite do dia 9 de setembro de 2006. Porteiros do prédio onde o coronel morava afirmaram que Carla estava dentro do apartamento de Ubiratan quando vizinhos ouviram o som de um tiro. O apartamento fica na esquina da Rua José Maria Lisboa e a Avenida Nove de Julho, na zona oeste da cidade.

A advogada responde ao processo em liberdade. Segundo a acusação, Carla matou por ciúme. A ré nega a autoria do crime.

Condenado. Em 2001, o ex-coronel Ubiratan Guimarães foi condenado a 632 anos de prisão por comandar a ação no Carandiru, massacre que completou 20 anos neste ano. Em 2006, mesmo ano de sua morte, ele foi absolvido pela Justiça. Ubiratan é o único condenado pelo massacre do Carandiru.

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