Começa júri de skinhead acusado de jogar jovens de trem em Mogi

Outros dois acusados ainda vão a julgamento; um jovem morreu e outro teve o braço amputado em 2003

Solange Spigliatti, Central de Notícias

20 Maio 2011 | 14h58

SÃO PAULO - Começou por volta das 13 horas, no Fórum de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, o julgamento de um dos três skinheads acusados de obrigar dois jovens a pularem de um trem em movimento em 2003. Uma pessoa morreu e outra teve o braço amputado. O julgamento deve terminar até as 24 horas, segundo previsão do juiz.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, fazem parte do júri três mulheres e quatro homens, que passaram a ouvir às 13h15 a primeira das três testemunhas que prestam depoimento nesta sexta-feira, 20.

A primeira testemunha a ser ouvida foi uma das vítimas, Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro, que teve o braço direito amputado. Às 14h05 teve início o depoimento da segunda testemunha, de acordo com o TJ.

Juliano Aparecido de Freitas vai ser julgado pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Vinícius Parizzatto, outro acusado de participação no crime, vai a júri no dia 28 de setembro. A data do julgamento de Danilo Gimenez Ramos ainda não foi marcada.

No dia 7 de dezembro de 2003, os réus obrigaram os dois rapazes a saltar de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em movimento, a uma altura de três metros. Cleiton da Silva Leite, de 19 anos, morreu.

Manifestação. Segundo a Polícia Militar, um grupo de 50 manifestantes promoveu um ato em frente ao Fórum de Mogi das Cruzes. De acordo com a PM, a manifestação foi pacífica. O juiz que preside a sessão chegou a solicitar que a manifestação não provocasse muito barulho, para não atrapalhar o julgamento.

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