Começa júri de acusado de matar bombeiro durante ataque do PCC em 2006

João Alberto da Costa foi assassinado no dia 13 de maio no Campos Elíseos; ordem para execução teria partido de Marcola e Carambola, líderes da facção

Priscila Trindade, estadão.com.br

11 de agosto de 2010 | 16h00

SÃO PAULO - Começou às 14h40 desta quarta-feira, 11, o julgamento de Lamberto José de Carvalho Alves, suspeito de participar do assassinato do bombeiro João Alberto da Costa, em maio de 2006, no Campos Elíseos, na região central de São Paulo, durante os ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), serão ouvidas quatro testemunhas comuns no Fórum da Barra Funda, na zona oeste da cidade. O júri é formado por quatro mulheres e três homens. A juíza Fabíola Oliveira Silva preside a sessão. O julgamento de Alves, que havia sido marcado para o dia 14 de junho, foi adiado porque uma testemunha não compareceu.

 

João Alberto da Costa foi assassinado no dia 13 de maio de 2006, na Alameda Barão de Piracicaba, onde funciona o 2º Grupamento de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na época, a vítima tinha 40 anos.

 

A ordem de execução teria partido de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, líderes da facção. Ao menos 48 agentes públicos do Estado foram mortos nos ataques durante o mês de maio. Em 5 de março deste ano, outros três acusados da morte do bombeiro foram absolvidos.

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