Combate às drogas: Brasil quer plano sul-americano

Os governos do Brasil e da Bolívia firmaram ontem compromisso de construir um plano conjunto de combate aos crimes de fronteira, sobretudo o tráfico de drogas e de armas e o roubo de veículos. As bases do acordo serão definidas em reuniões em dezembro, que terão a presença de representante do governo do Peru. Mais de 80% da cocaína e da pasta base que chegam ao Brasil entram no País pela fronteira seca entre os dois países.

Vannildo Mendes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

A ideia, segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, é construir um plano sul-americano de combate ao crime organizado, sob a chancela da Organização dos Estados Americanos (OEA) ou da Unasul, organismo criado para atender especificamente a região. Para ele, a ação conjunta terá reflexos não só sobre o Rio, mas em todos os grandes centros brasileiros, vítimas do mesmo flagelo. Idêntica cooperação já foi discutida com Argentina, Uruguai e Paraguai e avança com Bolívia e Peru.

O plano envolve ações de inteligência e operações conjuntas na fronteira. Para tanto, a Polícia Federal brasileira vai ceder aos bolivianos um laboratório de combate à lavagem de dinheiro e permitir o acesso compartilhado dos veículos aéreos não tripulados.

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