Comando de facção planeja atentados contra militares

A tomada do complexo de 14 favelas da Maré pode ser compreendida como uma ação de controle de uma cidade inteira - a área ocupada em pouco mais de 15 minutos por 1,5 mil policiais é estimada em 4,2 milhões de m², onde vivem mais de 122 mil pessoas.

Análise: Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

31 Março 2014 | 02h06

No final da tarde, a avaliação de dois oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais que participaram da Operação Rio IX era de que a estratégia de mínimo dano adotada foi eficiente. O anúncio prévio da ação permitiu que os traficantes deixassem as favelas, evitando o confronto armado que colocaria em risco os moradores, e a entrada simultânea por 18 vias de acesso à área "virtualmente selou as 14 comunidades dentro de um bolsão de segurança".

As Forças Armadas, todavia, receberam informações confirmando um dado levantado na semana passada pelos serviços de inteligência: o comando do tráfico planejou atentados contra a tropa que vai exercer a ocupação a partir dos próximos dias. Os alvos são os caminhões de transporte de militares. Esses veículos não são blindados. Segundo um oficial ouvido pelo Estado, a ameaça é sempre considerada. Foi assim no planejamento da entrada no complexo do Alemão, em 2010. Agora, a preocupação é com a grande quantidade de explosivos desviados de mineradoras para emprego em assaltos a caixas eletrônicos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.