Comando das polícias deve ser trocado

Delegado-geral vai entregar cargo, mas diz que sai com 'sensação de dever cumprido'

Bruno Paes Manso, Juliana Deodoro, Julia Duailibi e Marcelo Godoy - O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2012 | 02h03

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, disse ontem que também pretende deixar o cargo. "É um ato protocolar, para não causar constrangimento ao novo secretário. Devo lealdade ao secretário (Ferreira Pinto) e não tenho apego ao cargo", disse.

O novo secretário de Segurança, Fernando Grella Vieira, deve anunciar nos próximos dias mudanças nas cúpulas das Polícias Militar e Civil. "Vou formar minha própria equipe", afirmou ao Estado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) também deu a entender que a troca de cadeiras deve ocorrer. Questionado se os comandos das polícias seriam trocados, disse: "Não, ainda não. Amanhã haverá a posse e o secretário vai avaliar essas questões. Ele terá total liberdade".

Ao anunciar a exoneração de Ferreira Pinto, Alckmin agradeceu pelo trabalho que ele desenvolveu nos últimos sete anos. "Trabalhou com competência, honestidade e dignidade."

Já Carneiro afirmou que sai com "a sensação do dever cumprido". "Chegou a hora das mudanças. Acho que nosso trabalho será reconhecido", disse. Segundo o delegado-geral, desde que assumiu, em janeiro de 2011, mudanças importantes foram feitas, como a criação das centrais de triagem, a reestruturação de delegacias na capital e a ampliação de boletins eletrônicos.

Nomes. Na quarta-feira, 21, quatro nomes eram discutidos no Palácio dos Bandeirantes para assumir a Polícia Civil: o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Nelson Silveira Guimarães; o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Carlos José Paschoal de Toledo; o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo, Youssef Abou Chahin; e o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Jorge Carrasco. O Estado procurou o comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, mas ele não quis falar.

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