Comando alega reação na maioria dos casos fatais

'Não convém, a priori, transformar a vítima em acusado', diz corporação, que ressalta redução de 11% nos registros

Willian Cardoso, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2011 | 03h02

Sobre as mortes provocadas por policiais fora de serviço, o Comando da Polícia Militar diz que, na maioria das situações, o PM está de folga e em trajes civis, quando é assaltado e reage. Todos os casos são registrados pela Polícia Civil como crimes comuns e acompanhados pela Corregedoria. No fim do inquérito, o caso é remetido à Justiça comum. "Não convém, a priori, transformar a vítima em acusado", diz a nota da corporação.

De 2009 até 2010, houve uma redução de 5,5% na quantidade de pessoas mortas em confronto com a PM, segundo o Comando. De 2010 a 2011, a redução da letalidade, na comparação dos oito primeiros meses do ano, passa dos 11%.

De setembro de 2010 a agosto de 2011, na comparação com o período que vai de setembro de 2009 a agosto de 2010, a redução é ainda maior: 15% (de 533 para 453 casos). A PM diz que, na comparação com o início dos anos 1990, a redução é muito mais forte. "Por isso precisamos ter cuidado ao analisar, para não ocultar a realidade e fazer injustiça com todos os esforços que já foram feitos para a redução da quantidade de mortes", diz a nota enviada pela PM.

Segundo a corporação, variações em estatísticas anuais, para mais ou para menos, são comuns, mas o importante é observar a tendência que, nesse caso, está em declínio. A PM diz que na comparação dos últimos cinco anos (de setembro de 2006 a agosto de 2011) com os cinco anos anteriores (de setembro de 2001 a agosto de 2006), verifica-se uma redução de 16,7% nos casos de resistência seguida de morte (de 2631 para 2190 mortes).

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