Comandantes da PM são afastados por morte de rapazes em SP

Quatro policiais são suspeitos de participação no desaparecimento e morte de Emerson Heida e Edson Edney da Silva, que sumiram em setembro deste ano

estadão.com.br,

05 de novembro de 2010 | 20h30

SÃO PAULO - O Secretário de Estado de Segurança Pública informou nesta sexta-feira, 5, que foram afastados os comandantes do 50º Batalhão da Polícia Militar, onde estão lotados os quatro PMs suspeitos de matarem Emerson Heida, de 28 anos, e Edson Edney da Silva, de 27, após abordagem policial na zona sul, no dia 10 de setembro.

 

Sofreram a punição o comandante do batalhão, o tenente-coronel Edinaldo Sirino dos Santos, e o capitão da Companhia de Força Tática, Henrique Mota Neves. Os policiais suspeitos de participação no desaparecimento foram recolhidos administrativamente e tiveram prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça Militar.

 

Desaparecimento. No dia 10 de setembro, Emerson pegou emprestado o Kadett da sogra para levar o irmão Anderson até o trabalho, na Volkswagen de São Bernardo do Campo. Edson os acompanhou. Segundo familiares, mesmo sem habilitação e com o veículo com o licenciamento atrasado, Emerson decidiu ajudar o irmão, recém-contratado pela empresa.

 

No início da noite, Emerson deixou o irmão em um ponto de ônibus do Largo do Rio Bonito, no Socorro, na zona sul de São Paulo, e pegou o retorno para voltar para casa. Anderson disse em depoimento à polícia que entrou no ônibus e, de dentro do coletivo, viu Emerson e Edson parados no cruzamento das Avenidas Robert Kennedy e Professor Papini. De acordo com o relato dele, ambos estavam fora do Kadett, com as mãos para trás e conversando com policiais militares. A abordagem foi confirmada por mais testemunhas, de acordo com o delegado titular do 48.° Distrito Policial (Cidade Dutra), Baldomero Girbal Cortada, que investiga o caso.

 

O corpo de Heida foi encontrado no dia 23 de outubro, em um matagal na Estrada da Ponte Seca, em Parelheiros, zona sul. Anderson o reconheceu pelas duas tatuagens.

 

COM INFORMAÇÕES DE PEDRO DA ROCHA, DA CENTRAL DE NOTÍCIAS

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