Comandantes da invasão do Gate depõem sobre o caso Eloá

Coronel Eduardo José Félix e tenente Paulo Sérgio Schiavo falam nesta manhã sobre o seqüestro

23 de outubro de 2008 | 10h51

O comandante do Comando de Policiamento de Choque (CPChoq), coronel Eduardo José Félix, vai prestar depoimento sobre o caso Eloá na manhã desta quarta-feira, 23. Ele chegou ao 6º Distrito Policial de Santo André, por volta das 10 horas. Também deve depor o tenente Paulo Sérgio Schiavo, responsável pelo comando do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) no momento da invasão do apartamento onde Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, era mantida refém por Lindemberg Alves, de 22 anos, junto com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, de 15 anos.   Veja também: 'Não houve tiro antes da invasão', afirma Nayara à polícia Gate pode ser punido por ter negociado no caso Eloá Advogado de Nayara pedia indenização sem ser contratado Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá        Os dois depoimentos estavam marcados para às 10 horas, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). No entanto, devem começar a partir das 11 horas, após a chegada do delegado responsável pelo caso, Sérgio Ludicza. Não estão marcados outros depoimentos para esta quinta, segundo informações da SSP.   Em uma coletiva na noite de quarta, o coronel Eduardo José Félix, reafirmou que a invasão do apartamento foi provocada por um disparo de dentro do local. A declaração foi uma resposta ao depoimento de Nayara, que afirmou que Lindemberg só atirou após a invasão. O coronel afirmou que a invasão foi necessária e que os policiais agiram em legítima defesa, já que Lindemberg também disparou contra a equipe do Gate.   O coronel Félix afirmou confiar no Gate, que definiu como um grupo de credibilidade, que tem sua confiança, da sociedade e do governo. Durante a coletiva, o coronel lembrou também que o Gate já participou de várias negociações e resgatou centenas de reféns. Ressaltou ainda o depoimento dos vizinhos que afirmaram terem ouvido um disparo antes de a polícia invadir o local.   (Com informações de Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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