Comandante das UPPs se fere em confronto no Rio

Traficantes da Rocinha atacaram bases da PM e interditaram por três horas o túnel Zuzu Angel, levando pânico à favela

Felipe Werneck / RIO, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2014 | 02h06

A Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, que recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no fim de 2012, teve ontem mais uma madrugada de pânico provocado por tiroteios entre policiais e traficantes. Dois homens foram baleados e o coordenador-geral das UPPs, coronel Frederico Caldas, ficou ferido quando acompanhava uma incursão pela manhã. Houve ataques a bases da UPP e uma viatura foi metralhada.

Barricadas com objetos em chamas interditaram por três horas o túnel Zuzu Angel, que liga os bairros de São Conrado e da Gávea. Transformadores foram atingidos durante confrontos, e a favela ficou sem luz.

Moradores da Rocinha e até mesmo policiais que participavam da operação relataram que Caldas e a comandante da UPP da Rocinha, major Pricilla Azevedo, teriam sido baleados ou atingidos por estilhaços de uma granada por volta das 11 horas. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora negou a informação, sustentando que o coronel "sofreu uma queda e teve escoriações leves" na cabeça quando tentava se abrigar. A princípio, a corporação havia negado o ferimento da major Pricilla, mas depois divulgou nota informando que ela sofreu escoriação no pulso esquerdo. Caldas foi encaminhado para o Hospital Central da PM, onde ficou em observação até o fim da tarde.

Reforço. O policiamento na favela foi reforçado a partir das 5h com 150 homens de outras UPPs e dos batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope). Segundo a PM, o tiroteio começou por volta de 3h30, quando "bandidos efetuaram disparos entre as Ruas 1 e 2 da favela". Os dois homens baleados, não identificados até o fim da tarde, foram para a Unidade de Pronto Atendimento e depois transferidos para o Hospital Miguel Couto. O secretário da Segurança, José Mariano Beltrame, divulgou uma nota em que afirma que "o Estado não vai recuar diante da tentativa de grupos criminosos voltarem aos locais que dominaram durante décadas".

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