Comandante da PM diz que não houve falha de monitoramento das torcidas do Corinthians e do Palmeiras

Confronto entre torcidas organizadas provocou morte de jovem; Polícia vai apurar caso

William Cardoso,

26 Março 2012 | 13h33

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Alvaro Batista Camilo, afirmou nesta segunda-feira que vai apurar o que ocorreu, mas que, “provavelmente”, não houve falha no monitoramento das torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras, que se enfrentaram neste domingo na Avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó, na zona norte da capital. O confronto provocou a morte do palmeirense André Alves, de 21 anos, ferido com disparo de arma de fogo.

Segundo Camilo, haverá uma investigação para saber o que ocorreu. “Se tem alguma coisa que é muito forte na PM é a depuração interna. Se houve falha em algum momento, serão responsabilizados. Não sabemos se houve falha. Provavelmente, não. O que houve foi o contrário, uma pro atividade de dois policiais que passavam com a viatura pelo local e foram proteger o grupo, porque acharam que poderia haver problema.”

O comandante da PM falou também que os policiais que estavam no local evitaram uma situação ainda mais crítica. “Não aconteceu o pior porque a viatura estava lá e chamou o reforço rapidamente. Houve intervenção policial. Duas pessoas foram presas e os demais socorridos.”

De acordo com Camilo, a polícia estava preocupada em proteger os torcedores que foram ao estádio e que o ocorrido foi pontual. “A polícia estava fazendo um trabalho todo para cobrir os 30 mil torcedores que seguiam para o estádio. Acompanhamos tudo, terminais de ônibus, de metrô, percursos das torcidas. Infelizmente, nesse caso da Inajar de Souza, houve uma aglomeração muito rápida.”

O coronel afirmou também que redes sociais são monitoradas constantemente. “Nem sempre você pega tudo. Tinha várias postagens, de vários locais diferentes. O horário em que aconteceu foi muito antecipado.”

Camilo também disse que pretende contar com o apoio do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário para que se tenha um rigor maior na punição aos responsáveis por esse tipo de crime. Ele destacou que O Estado de São Paulo já tem uma legislação rigorosa em relação aos torcedores, proibindo a entrada de mastros de bandeira e o consumo de bebida alcoólica nos estádios.

O coronel explicou que os torcedores que se enfrentaram na zona norte foram ao local preparados par a briga, com barras de ferro e pedaços de pau.

O governador Geraldo Alckmin considerou a briga “lamentável e intolerável”. “ Esporte não é violência e nem pode ser ódio, como se verifica em algumas torcidas. Já tem duas pessoas presas e o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) está trabalhando para identificar o criminoso que matou o torcedor.”

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