Comandante da PM diz que não há prova sobre Matadores do 18

Em entrevista a Rodrigo Pereira, de 'O Estado de S. Paulo', secretário nega existência de provas concretas

da Redação,

21 de fevereiro de 2008 | 17h25

Um dia antes de o governador José Serra (PSDB) admitir a existência da atuação de um grupo de extermínio na zona norte de São Paulo, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Antonio Diniz, concedeu uma entrevista ao repórter Rodrigo Pereira, de 'O Estado de S. Paulo'. Nela, o comandante, ao contrário do governador, afirmou que não existem provas concretas para estabelecer a existência de uma ação organizada de policiais do 18º Batalhão, na zona norte de São Paulo, para a realização de chacinas. O assunto ganhou repercussão após o assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues, que era comandante de toda a zona norte e investigava a participação de policiais em chacinas da região.   Fotos sugerem que PMs do 18º mataram detidos para encobrir chacina Viúva foge para salvar sua vida a conselho de policial Serra admite existência de grupo de extermínio na polícia   "Volto a dizer, os Matadores do 18 eu não tenho, nenhum de nós tem, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) não tem provas concretas. Suspeitas, tá, existe. Taí e todo mundo está vendo. Mas provas concretas de que existe esse grupo Matadores do 18, de concreto eu digo, tem alguns casos esclarecidos e esses casos não guardam relação entre si. Nem pelos agentes, nem pela motivação, nem pelo modus operandi", afirmou o comandante.   O militar defendeu punição severa no caso de comprovação da atuação de policiais na organização de 'consórcios' para a realização de execuções extrajudiciais na zona norte de cidade. "Se existe desvio de conduta, se existe abuso, se existem erros cometidos são apurados, em se caracterizando processados e aplicada a medida legal pertinente. Punição, demissão, expulsão, é assim que se age."   Leia mais sobre a entrevista na edição desta sexta-feira, 22, de 'O Estado de S. Paulo'.

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