Caio Buni/Futura Press
Caio Buni/Futura Press

Com violino a 'bate-estaca', festa fecha rua dos Jardins

Talvez pelo efeito do champanhe que circulava à solta no Avant Gabriel Chandon, evento de rua que aconteceu anteontem, uma senhora de cabelos loiros e taça na mão não parava de fazer "bilu, bilu" para a coleira vermelha arrastada pela palhaça Jéssica Poleto, de 24 anos. Era o "cachorro invisível", uma das brincadeiras para divertir os 10 mil visitantes da primeira edição da festa, que fechou 800 metros da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim Paulistano, zona sul de São Paulo.

Nataly Costa,

09 de maio de 2011 | 01h11

 

Não que faltasse cachorro - para cada visitante sem um husky siberiano havia outro que carregava duas, três, quatro coleiras até, como o aposentado Marcos Gomes, de 65 anos, que levava sua família de labradores para passear. "Eles estão adorando o movimento. Também, nunca andaram em tapete vermelho, né?", disse, referindo-se ao acarpetado que se desenrolava ao longo da via, combinando com a decoração de árvores de papel vermelho e as luzes das lojas de decoração, abertas para as compras. Além dos cãezinhos, sacolas eram vistas em abundância em quase todos os braços. Quando cansavam, os "flaneurs" ainda tinham a opção de sentar nos diversos quiosques de massagem para relaxar.

 

Mas na esquina da Rua Ibsen da Costa Manso algo sério parecia acontecer. Ouviam-se gritos, urros e assovios, tão altos quanto um pedido de socorro.

 

Um aglomerado de curiosos se formou em volta. Nada grave: era apenas a turma do publicitário João Goborrou, de 36 anos, da produtora de eventos Tuca Benetti e do supervisor comercial Rogério Sola, ambos de 40, exalando animação. De mãos para cima, pulando sem parar, eles dançavam de óculos escuros, alheios à escuridão do céu. "Adooooro dançaaaaar", disse a produtora já sem fôlego.

 

O grupo não fazia alarde sozinho. Imensas caixas de som espalhadas pelas calçadas reverberavam o bate-estaca eletrônico e em altíssimo volume do DJ italiano Clemente Napolitano, de 66 anos, que, de dedo em riste, cantava quando o som empolgava. Era um cenário diferente do que se via e ouvia no primeiro quarteirão da festa, onde um garoto tocava violino e, logo depois, uma senhora cantava acompanhada de uma banda de jazz.

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