Com transferência, pai de Isabella fica 10 dias sem visitas

Processo com Alexandre Nardoni é mesmo pelo qual Anna Jatobá passou ao ser levada para Tremembé

Marcela Spinosa, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2008 | 22h06

Depois de passar seis dias preso no 13º DP (Casa Verde), na zona norte da capital, Alexandre Nardoni foi transferido nesta terça-feira, 13, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo. A transferência foi solicitada na sexta-feira pela polícia, por questões de segurança. Alexandre passará pelo mesmo processo de Anna Carolina Jatobá na Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba. Ele ficará em uma cela isolada do CDP de Guarulhos em regime de observação por dez dias, sem poder receber visitas de parentes e será monitorado por um agente penitenciário.   VEJA TAMBÉM Polícia cogitou prender casal no dia da morte de Isabella Sangue no carro de Alexandre era de Isabella, reafirma IC Pai de Isabella é transferido do 13º Distrito Policial Pai de Alexandre diz que mãe mentiu em entrevista Julgamento pode ocorrer em 2009, diz promotor Justiça mantém pai e madrasta de Isabella na prisão Imagens da prisão do casal  Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella    A saída de Alexandre da delegacia foi realizada em uma operação sigilosa. Os policiais do 13º DP receberam um telefonema informando da transferência. Assim que uma viatura parou no estacionamento da delegacia, o pai de Isabella entrou algemado numa segunda viatura e foi levado para o CDP, sem passar pelo Instituto Médico-Legal (IML).   Foram dois os principais motivos que levaram a polícia a pedir a transferência. O primeiro, segundo o titular do 13º DP, Reynaldo Peres, foi a recusa dos presos em conviverem com Alexandre. O outro é que a cela onde ele passou os últimos seis dias é pequena e não tem banheiro nem chuveiro.   Inquérito   Nesta terça, o diretor do Decap, Aldo Galiano, disse que a polícia conduziu de forma ética e legal o inquérito sobre a morte de Isabella. E criticou as declarações do pai de Alexandre, Antônio Nardoni. "Dizer que os policiais abriram um iogurte dentro do apartamento diante de um crime grave como esse é pequeno, mesquinho."   Galiano disse ainda que ao receber a informação de que Alexandre e Anna Carolina haviam telefonado para seus pais logo após constatarem que a garota havia caído do 6º andar reforçou sua convicção de que ambos tinham participação no crime. "Como pode alguém ver a filha caída e passar 4 minutos telefonando para os pais?"   (Colaborou Bruno Tavares, de O Estado de S.Paulo)

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