Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Com samba que cita manifestações, Tucuruvi canta pela liberdade

Quarta escola a entrar no Anhembi, Acadêmicos do Tucuruvi levou para a avenida samba-enredo com referências a canções de Geraldo Vandré, Chico Buarque e Caetano Veloso

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 03h14

SÃO PAULO - Entrou no sambódromo do Anhembi, em São Paulo, pouco antes das 3 horas deste sábado, 2, a Acadêmicos do Tucuruvi, a quarta escola de samba deste 1° dia de desfiles do grupo especial do carnaval 2019. Com o enredo "Liberdade... O canto retumbante de um povo heroico", este ano a Tucuruvi leva para a avenida 2,8 mil integrantes, vinte e duas alas e cinco alegorias.

A avenida ficou pontilhada das principais cores da escola: azul, branco, vermelho e amarelo. O primeiro carro alegórico é um navio com um esqueleto na proa, utilizado para mostrar a relação do colonizador com o índio colonizado nas origens do Brasil. 

Na letra da escola, são feitas referências a canções de Geraldo Vandré ("Quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."), Chico Buarque ("Apesar de você...") e Caetano Veloso ("Caminhar contra o vento, eu vou"...).

A composição fala de liberdade e rompimento de barreiras, em tom político, mas com foco nos movimentos sociais e nas manifestações, como Parada Gay e greve dos professores.

Fechando o desfile, o último carro alegórico tem como temática o embate político-eleitoral entre #EleNão e #EleSim, que dominou as redes sociais entre apoiadores e opositores do presidente Jair Bolsonaro.

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