Com restrição a caminhão, CET arrecada R$ 6 mil por hora

Prefeitura arrecadou R$ 293 mil nas primeiras 48 horas (16 por dia) de restrição aos caminhões

Naiana Oscar, Jornal da Tarde

04 de julho de 2008 | 08h52

Em 48 horas de operação, foram 3.445 autuações e uma arrecadação estimada em R$ 293.272. Por hora de validade das medidas restritivas ao trânsito de caminhões no centro expandido da capital paulista, a Companhia de Engenharia de Tráfego arrecadou R$ 6.109,83 em multas. A Prefeitura afirma que o esforço de fiscalização dos caminhões na Cidade será mantido e garante a contratação de mais 265 marronzinhos. Atualmente, a CET tem 1.700 agentes de trânsito. Desde o início da medida, que entrou em vigor na segunda-feira, o prefeito Gilberto Kassab disse que seria tão rigoroso quanto foi com a Lei Cidade Limpa.   Veja também: Kassab anuncia ampliação de rodízio para caminhões em SP Acompanhe a situação do trânsito rua-a-rua Entenda as novas medidas contra o trânsito  Conheça o histórico do trânsito na cidade    A nova legislação proíbe que caminhões grandes circulem pela área de 100 km² das 5 às 21 horas. Os condutores desses veículos podem ser punidos com multa de R$ 85,13 - e levam 4 pontos na carteira. A penalidade pode ser aplicada a cada duas horas, se o motorista insistir em circular pela área restrita.   No fim desse período, ele terá acumulado 32 pontos na CNH e uma multa de R$ 621,04. Se esse mesmo motorista tiver infringido o rodízio municipal de veículos, será punido de novo. Os Veículos Urbanos de Carga, que estão submetidos a um rodízio de placas e ímpares, das 5h às 21h, podem acumular até três infrações: trafegar em local proibido, desrespeitar o rodízio específico criado para eles e ainda o rodízio municipal, das 7 às 10 horas.   A Zona Máxima de Restrição Central (ZMRC) foi dividida em 16 células, com 72 pontos de fiscalização. Nesta semana, a Prefeitura aplicou, em média, uma multa por minuto aos veículos que desrespeitaram as novas regras. O balanço ainda não inclui as autuações feitas pela PM. "Os números da fiscalização demonstram a grande adesão dos caminhoneiros e das empresas à medida", disse o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. Segundo ele, durante a operação, além de autuar os caminhões por conta da nova legislação, PMs cumpriram mandados de prisão e apreenderam veículos de carga por outras irregularidades.   Nesta primeira semana, a CET registrou uma queda nos congestionamentos de cerca de 30%. Às 13h30 de quarta-feira, a lentidão chegou a 10 quilômetros. 'Como num dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo', comparou Moraes. Nas férias escolares, quando cerca de 700 mil automóveis saem de circulação, os índices de congestionamento sofrem redução de 20%. Em agosto, Moraes admite que esse porcentual voltará, mas afirma que o trânsito continuará melhor.   Os piores índices foram registrados na terça-feira . A lentidão foi em média 60% maior do que no primeiro dia da medida. Segundo Moraes, os congestionamentos foram resultado de 20 acidentes que ocorreram ao longo do dia.   Cronologia   Desde o início de março, quando a Capital registrou seis recordes consecutivos de congestionamento em 15 dias, a pressão para que a Prefeitura apresentasse alternativas ao trânsito aumentou. Em pleno ano eleitoral, começaram a ser anunciadas uma série de medidas - a primeira foi um pacote de ações de curto prazo. A restrição de caminhões começou a ser estudada paralelamente à possibilidade de ampliar o rodízio de veículos em uma hora pela manhã e uma hora no pico da tarde. Mas apenas a primeira alternativa foi levada adiante.

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