Com reajuste de tarifa, governo tenta melhorar operação

A decisão do governo de reajustar as tarifas aeroportuárias tem um viés econômico, mas também operacional. Com os pátios dos principais terminais brasileiros superlotados, criar faixas de preço conforme o horário de uso não deixa de ser uma forma de induzir as companhias a alocar mais voos fora dos períodos de pico de demanda. Essa política, no entanto, pode fazer com que a conta pela falta de infraestrutura nos aeroportos seja paga pelos passageiros. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) já fala em transferir esse custo adicional para as tarifas.

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2011 | 00h00

Estudo reservado do comando da Aeronáutica, divulgado em dezembro pelo Estado, apontava que, nos dez aeroportos mais movimentados do País, o déficit de vagas nos pátios era de 141 posições só para a aviação regular. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, a necessidade de vagas equivale a 52% do total das 267 vagas existentes hoje nesses aeroportos.

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