Governo do Estado de SP/Divulgação
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Com queda nos números da covid-19, todo o Estado de São Paulo chega à fase amarela da quarentena

Reclassificação foi divulgada pelo governador João Doria (PSDB); a partir desta sexta-feira, as reavaliações serão mensais e, em caso de piora nos números, regiões serão rebaixadas diretamente para a fase vermelha de forma excepcional

Paloma Cotes, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 12h54

O governo do Estado de São Paulo divulgou nesta sexta-feira, 11, o novo mapa da quarentena e, diante da queda nos números da covid-19, todas as regiões já estão na fase amarela. Franca e Ribeirão Preto, que eram as únicas regiões que estavam na fase laranja, passaram para essa nova etapa. 95% do Estado já estava nessa fase desde 4 de setembro. O Estado já não tinha regiões na fase vermelha, que era a mais restritiva, desde a reclassificação feita no dia 21 de agosto.

"A reclassificação foi possível por quedas nos números de Franca e Ribeirão Preto. Entramos uma nova fase do monitoramento da pandemia. No estado de São Paulo como um todo, a pandemia regride de maneira sólida e, agora, todas as regiões estão na fase amarela", afirmou o governador João Doria (PSDB). As duas regiões tiveram quedas em números de casos, óbitos e ocupações de leitos de UTI. Em Ribeirão Preto, por exemplo, houve queda de 32% no número de casos e de 31% em óbitos.

Pelas regras anteriores do Plano São Paulo, as regiões só podiam progredir de fase de 14 em 14 dias. E a próxima progressão se daria na próxima sexta-feira, 18, mas houve mudanças. A partir desta sexta-feira, as reavaliações do Plano São Paulo passam a ser mensais, por determinação do Centro de Contingência Contra a Covid-19. "Mas, se houver piora significativa, haverá a regressão imediata para a faixa vermelha. Não haverá retorno para a fase a laranja, o que aumenta a responsabilidade de prefeitos, secretários municipais de saúde e da própria população", disse Doria. Com a decisão anunciada nesta sexta-feira, a nova reclassificação das regiões acontecerá somente no dia 9 de outubro.

O Estado de São Paulo contabiliza nesta sexta-feira, 11, 882.809 casos confirmados e 32.338 mortes pela doença. Ainda de acordo com o balanço, a taxa de ocupação em leitos de UTI no Estado é de 52,5%, uma das mais baixas desde o início da pandemia. Esse índice é de 52,2% na Grande São Paulo. Atualmente, o Estado dispõe de 20,5 vagas hospitalares para casos graves de covid-19 a cada cem mil habitantes. De acordo com o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, as internações de pacientes com coronavírus estão em queda há oito semanas. Em todo o Estado, há 4.556 pacientes em leitos de UTI, entre casos confirmados e suspeitos. Já em leitos de enfermaria são 6.075 pacientes. Ainda de acordo com o balanço, 724.142 pessoas se recuperaram da doença. 

"Ainda temos muitas mortes por dia e casos. Então, temos de ter os cuidados para que as regiões se mantenham nessa fase", afirmou o chefe do Centro de Contingência, José Medina. Segundo ele, o acompanhamento dos indicadores nas próximas quatro semanas vai garantir mais segurança na possível migração de regiões para a fase verde a partir do início de outubro

A média diária é de 178 óbitos no Estado nesta última semana epidemiológica, o que confirma uma tendência de queda nos óbitos causados pelo novo coronavírus pela quinta semana consecutiva. Entre 9 e 15 de agosto, a média diária era de 252 novas mortes. Depois, passou para 230 entre os dias 16 a 22 de agosto. De 23 a 29 de agosto, o número ficou em 222. De 30 de agosto até 5 de setembro foi para 196. Segundo João Gabbardo dos Reis, o indicador é "positivo", mas tanto ele quanto outros membros do Centro de Contingência reforçaram que o Estado continua em quarentena. "Precisamos de esforço da população na retomada dessa 'nova normalidade' e tudo vai depender do que acontecer nas próximas quatro semanas", disse. 

A variação de novos casos na média foi 31% menor em relação à semana anterior. As novas internações caíram 10% em comparação à semana passada, e o número de óbitos foi 20% menor, de acordo com o governo do Estado. 

Fase amarela: o que é permitido

A fase amarela permite o funcionamento, ainda parcial, do comércio de rua, shoppings centers, escritórios, bares e restaurantes, academias, salões de beleza e barbearias. Estabelecimentos de alimentação podem funcionar até as 22h para consumo local somente em regiões que estejam há pelo menos 14 dias consecutivos fora da fase laranja. Só é permitido atendimento aos clientes sentados.

E as regiões que estão há mais de 28 dias nessa etapa têm autorização para retomar atividades escolares desde 8 de setembro, com atendimento de apoio. Já a previsão para permissão de retomada de aulas presenciais pelo Estado é dia 7 de outubro. Nos casos dessas duas datas, a decisão de reabertura das instituições de ensino cabe aos prefeitos. Na capital paulista, por exemplo, o prefeito Bruno Covas não autorizou a retomada das atividades nas escolas em setembro. E a retomada em outubro ainda depende, segundo Covas, do resultado do próximo inquérito sorológico que vem sendo feito com crianças das redes pública e particular.  

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