Com poucos ônibus, usuários fecham avenidas e terminais em Sorocaba

Greve já paralisa há 9 dias o transporte coletivo da cidade; motoristas reivindicam aumento de salários

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2017 | 17h38

SOROCABA - Revoltados com a greve que paralisa há nove dias o transporte coletivo da cidade, moradores fizeram bloqueios e interditaram avenidas, na manhã desta sexta-feira, 7, em Sorocaba, interior de São Paulo. Grupos de usuários impediram a saída de ônibus dos terminais de embarque, onde havia grandes filas de passageiros. Em seguida, os passageiros interditaram os dois sentidos da Avenida Afonso Vergueiro, uma das principais da cidade.

Houve bloqueios parciais também na zona norte e nas imediações do terminal São Paulo. A Polícia Militar deslocou viaturas para liberar as vias e impedir a ocupação dos terminais. Os motoristas reivindicam aumento de salários, mas não houve acordo com as duas empresas que operam o transporte. A greve foi iniciada no último dia 22, teve duas suspensões e foi retomada na quinta-feira, 6.

A prefeitura acusa o Sindicato dos Condutores de descumprir medida judicial para manter 50% da frota em operação o dia todo e 70% nos horários de picos. De acordo com a Urbes Trânsito e Transportes, para aumentar o tempo de espera, os motoristas passaram a circular em comboio. O sindicato alegou que a medida foi tomada por segurança, pois havia risco de depredações.

A Urbes alega ter flagrado 12 ônibus parados nos pontos finais de duas linhas. Na linha que atende o bairro Campolim, onde deveriam circular 11 ônibus, havia apenas 4. Em 41 das 106 linhas, segundo o órgão municipal, não tinham ônibus circulando. A Urbes informou ter documentado as irregularidades e enviado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com um pedido de que a greve seja decretada ilegal. Até o início da tarde, o pedido não tinha sido analisado. O sindicato afirma que os guardas municipais estão fazendo pressão sobre os grevistas, o que foi negado pelo comando da corporação.

Em audiência de conciliação realizada no tribunal, no último dia 6, faltou pouco para um acordo. A tutela de urgência fixada pelo juiz relator Hamilton Scarabelin, de 4% de aumento real, vale-refeição de R$ 21 e participação nos lucros de R$ 1,5 mil, foi aceita pela empresas. Os motoristas não aceitaram: querem além dos 4%, mais 1,57% a partir de setembro e participação nos resultados de R$ 1,6 mil. O julgamento da greve está marcado para 9 de agosto e o sindicato promete manter a greve até essa data, caso as empresas não cedam.

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