Paulo Giandalia/AE
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Com pontos excedentes na CNH, filha de Michel Temer atropela mulher em SP

Maristela Temer dirigia um carro que havia sido bloqueado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro em março do ano passado

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 20h15

Maristela Temer, filha do meio do ex-presidente Michel Temer, atropelou uma secretária de 40 anos na manhã desta quarta-feira, 29, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O acidente ocorreu por volta de 8h10 na Rua Ferreira de Araújo, altura do número 218, segundo informou o Corpo de Bombeiros. A vítima teve fratura na perna esquerda e foi encaminhada para o Hospital Albert Einstein.

Fernando Castelo Branco, advogado de Maristela, disse ao Estado que ela, "infelizmente", está com pontos excedidos na carteira de habilitação, mas não informou quantos. "Ela já entrou com recurso no órgão competente. Não há decisão de cassação", afirmou.

Ele explicou que o acidente ocorreu em uma esquina e que a filha de Temer estava em "baixíssima velocidade". "Ela parou o carro, prestou todo o socorro à moça", disse. "[A secretária] foi super compreensiva, entendendo tratar-se de um acidente. Maristela, por sua vez, assumiu todas as responsabilidades no ato", complementou.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o caso foi registrado como lesão corporal culposa (quando não há intenção) na direção de veículo automotor pelo 14º Distrito Policial. Maristela foi à delegacia na manhã desta quarta-feira e prestou esclarecimentos.

Em nota, o órgão informou que "a vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para ofertar representação criminal contra a autora do atropelamento".

Carro bloqueado

O carro que Maristela Temer dirigia, um Honda CR-V, havia sido bloqueado em março de 2019 por determinação do juiz da Lava Jato no Rio, Marcelo Bretas. Na ocasião, outros veículos em nome de Michel Temer também foram embargados.

Castelo Branco afirmou que o veículo não estava efetivamente apreendido, apenas indisponível para venda. "Por conta disso, a autoridade policial, naquele momento [do acidente], resolveu apreender o veículo para dirimir [eliminar] dúvidas e obter o carro de volta", explicou o advogado.

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